Advogados de Kathryn Mayorga enviam intimação a Cristiano Ronaldo

A polícia de Las Vegas reabriu esta semana a investigação sobre as acusações de violação apresentadas por Mayorga.

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O jogador tem 20 dias para responder Reuters/MASSIMO PINCA

Os advogados de Kathryn Mayorga, a norte-americana de 34 anos que acusa o futebolista português Cristiano Ronaldo de abuso sexual, enviaram uma intimação ao jogador para anular o acordo extrajudicial de confidencialidade que a proibia de nomear o nome do português. Cristiano Ronaldo terá agora 20 dias para responder à intimação.

Kathryn Mayorga alega que terá sido coagida a assinar um acordo de confidencialidade a troco de cerca de 325 mil euros (375 mil dólares), um acordo que agora os seus advogados consideram não ter valor legal.

Numa conferência de imprensa a partir de Los Angeles, a equipa de advogados de Mayorga afirmou que o movimento #MeToo terá dado força à norte-americana para apresentar uma participação cível.

A advogada de Kathryn Mayorga, Larissa Drohobyczer, acusa Cristiano Ronaldo e a sua alegada equipa de gestão de crise de “agressão e abuso sexual”, “imposição intencional de sofrimento emocional”, “coacção e fraude”, “chantagem e conspiração”, “difamação”, “abuso de direito” e expressa a “intenção declarada de tornar nulo o termo de confidencialidade ou torná-lo anulável com base na incompatibilidade” devido a “influência/coerção ou fraude”.

O caso denunciado remonta a 12 Junho de 2009 e terá acontecido em Las Vegas. Nessa noite, Kathryn, então com 25 anos, conheceu o jogador numa discoteca de um luxuoso hotel. As imagens dessa noite registadas pelos paparazzi mostram a interacção entre os dois. Horas depois, os dois terão ido para o hotel onde Cristiano Ronaldo estava instalado. A ex-modelo terá sido convidada a mergulhar no jacuzzi e quando foi trocar de roupa, o português terá entrado na casa de banho e tê-la-á forçado a sexo anal, apesar da ela repetidamente gritar “não” e “pára”. Kathryn conta que Ronaldo lhe perguntou se a tinha magoado e ter-lhe-á dito que era “um tipo 99% bom e 1% mau”.

Foi examinada pela polícia de Las Vegas e acabou por ser examinada, providenciando as provas forenses que confirmaram o abuso sexual.

Nesta quarta-feira, o jogador voltou a defender-se da acusação. “Nego terminantemente as acusações de que sou alvo. Considero a violação um crime abjecto, contrário a tudo aquilo que sou e em que acredito. Não vou alimentar o espectáculo mediático montado por quem se quer promover à minha custa”, escreveu no Twitter. “Aguardarei com tranquilidade o resultado de quaisquer investigações e processos, pois nada me pesa na consciência”, concluiu.