Morreu fotógrafo Fernando Aroso

Foi colaborador de António Pedro nos primeiros anos do Teatro Experimental do Porto, entre 1956 e 1962, e fez as capas de mais de 2000 discos da etiqueta Orfeu, de Arnaldo Trindade.

Foto
Fernando Aroso DR

O fotógrafo Fernando Aroso, de 97 anos, morreu na segunda-feira à noite num hospital do Porto, disse esta terça-feira à agência Lusa fonte do Teatro Experimental do Porto (TEP), instituição a que o fotógrafo esteve ligado.

Nascido no Porto, a 16 de Setembro de 1921, Fernando Aroso foi homenageado em Março de 2015 numa organização conjunta do Círculo de Cultura Teatral (CCT), do TEP e do Ateneu Comercial do Porto.

O fotógrafo, que tinha sido nomeado sócio honorário do CCT/TEP, viu, na mesma altura, ser inaugurada uma exposição representativa da sua colaboração com o TEP, entre 1956 e 1962, no Ateneu Comercial do Porto.

Nos anos de 1950, em que, sob a direcção de António Pedro (1953-1961), o TEP fazia a grande revolução estética no teatro português, com a introdução da encenação moderna e o sentido de unidade das diferentes vertentes e artes do espectáculo, Fernando Aroso acompanhou essa transformação com a da fotografia de cena.

A exposição de fotografia, que, através da lente de Fernando Aroso, permitia revisitar o processo de renovação de que o teatro foi alvo na década de 1950 em Portugal, esteve patente até 8 de Abril de 2015.

Fernando Aroso foi também autor de fotografias que fizeram capas de mais de 2000 discos editados pela antiga Orfeu, de Arnaldo Trindade, com imagens de gerações de músicos portugueses, de Adriano Correia de Oliveira a José Afonso, do Conjunto António Mafra a Tristão da Silva.