PAN exige esclarecimentos por morte de touros à paulada e com espinha partida

Incidentes ocorrem nas festas da Moita deste mês e foram filmados por populares.

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Enric Vives-Rubio

O partido Pessoas Animais e Natureza (PAN) pediu nesta quinta-feira explicações ao Governo “sobre o violento acontecimento da passada noite de 10 para 11 de Setembro, na Moita, na qual um toiro foi morto à paulada e com farpas depois de ter rasgado a zona do períneo de um indivíduo” no decurso de uma largada nas Festas em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem.

O PAN denuncia ainda a morte de um outro touro nas mesmas festas durante a largada, “alegadamente por ter partido a coluna” durante uma largada de bois. “O animal morreu em plena via pública, sob o olhar de adultos e crianças, sem que ninguém lhe tivesse prestado qualquer auxílio chamado um médico-veterinário para mitigar o seu sofrimento, como se pode ver num vídeo registado e partilhado por um membro da assistência”, diz o partido.

No seguimento destes acontecimentos, o PAN solicitou ao Ministério da Administração Interna “esclarecimentos sobre várias questões, nomeadamente se o evento contava com a presença de órgãos de polícia criminal, quais os órgãos e quantos elementos de polícia criminal envolvidos na segurança do evento em crise, quantos autos de contra-ordenação foram levantados durante estes eventos festivos em 2018 e se foi levantado algum sobre as duas situações apontadas que levaram à morte dos touros”.

O partido questionou também o Ministério da Cultura sobre se a Inspecção-geral das Actividades Culturais (IGAC) tomou conhecimento destes factos, que “providências” equaciona “desenvolver no sentido de impedir este género de situações, querendo ainda saber se, face ao sucedido, o Ministério considera que estas festividades reúnem as condições necessárias de segurança para que possam ocorrer”.

Ao Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, o PAN perguntou se este tipo de eventos – festas populares com ocorrência de largadas – conta com a presença de algum médico-veterinário e de que forma a Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) fiscaliza este tipo de eventos que envolvem animais.