Lama na Royal Academy para receber Antony Gormley

O artista britânico terá uma exposição a solo na Royal Academy of Arts, em Londres. As salas do edifício vão-se adaptar às obras do escultor.

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Exposição de Antony Gormley na Gulbenkian em 2004 luís ramos/arquivo

Em 2019, a uma das salas da Royal Academy of Arts, em Londres, vai ser enchida de água do mar e lama para receber Antony Gormley (n.1950), o escultor britânico conhecido pela sua reflexão sobre o corpo humano. 

Host, o nome da obra que envolve milhares de litros de água, e que já enlameou, por exemplo, uma prisão em Charleston, Carolina do Sul, em 1991, passou pela Alemanha em 1997 e por Pequim em 2016, será uma das peças centrais da retrospectiva do artista. De resto, a exposição, que ainda está a ser afinada – ainda não foi decidida, por exemplo, a proveniência da água –, incluirá, segundo o que Tim Marlow, o director artístico da Royal Academy, tem dito em entrevistas à imprensa britânica, um misto de trabalhos novos e antigos, com enfoque em instalações que envolvam os visitantes. Estão previstas também versões de obras como Lost Horizon, que envolve vários quilómetros de metal, sempre adaptadas às características da instituição londrina, que reabriu recentemente após uma remodelação. Gormley é o terceiro artista britânico vivo que nos últimos anos teve a possibilidade de fazer o que quiser nas salas principais da Royal Academy of Arts.

Além de Gormely, 2019 na Royal Academy of Arts vai ter também Phyllida Barlow (n.1944), auto-retratos de Lucian Freud (1922-2011), nus do Renascimento, a obra do artista de vídeo norte-americano Bill Viola comparada com os desenhos de Miguel Ângelo e a finlandesa Helene Schjerfbeck (1862-1946). Já em 2020, Marina Abarmovic será a primeira mulher a ver uma grande retrospectiva tomar conta das galerias principais no espaço que abriu há 250 anos.