Depeche Mode, Vivienne Westwood e William Friedkin no Doclisboa

A programação do Heart Beat, a secção de documentários sobre artes do Doclisboa, que decorre de 18 a 28 de Outubro, é agora anunciada.

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Depeche Mode: 101, os britânicos no 101º concerto da tour de 1988
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Westwood: Punk, Icon, Activist, documentário sobre uma das "arquitectas" da estética punk.
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The People vs. Paul Crump, o retrato, por William Friedkin, de um prisioneiro à espera da pena de morte

O Heart Beat é a secção do Doclisboa, o festival de cinema documental, dedicada aos filmes sobre as mais variadas artes. A programação deste ano, com a mostra a decorrer entre 18 a 28 de Outubro, é agora anunciada. A 4 de Outubro, quinta-feira, há uma festa de antecipação na fábrica da cerveja artesanal Musa, em Marvila, com concerto e DJ set da banda queer  punk Vaiapraia e as Rainhas do Baile. É um ambiente que assenta a um dos destaques da programação: Westwood: Punk, Icon, Activist, documentário sobre Vivienne Westwood, a estilista britânica que foi uma das arquitectas da estética punk. Realiza Lorna Tucker, que teve aqui a sua estreia nas longas-metragens e marcará presença no festival.

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Vivienne Westwood

Outro destaque, William Friedkin. Dois filmes remetem para a figura do realizador. Há um novo restauro de The  People vs. Paul Crump, o retrato de Paul Crump, um jovem de 22 anos à espera da pena de morte por um assalto falhado que foi originalmente feito para televisão em 1962, mas nunca chegou a ser transmitido. Friedkin acreditava tanto na sua inocência na altura que teve de o filmar para tentar salvar-lhe a vida. O filme passou em festivais de cinema, tendo ajudado não só Crump a não ser executado, mas também a começar a carreira cinematográfica do realizador. E Friedkin  Uncut, do italiano Francesco Zippel, faz um retrato do autor de Os Incorruptíveis Contra a Droga.

Depeche Mode: 101 é o documentário de 1989 que acompanha os britânicos da new wave Depeche Mode no 101º concerto – daí o nome – da sua digressão mundial de 1988, no Rose Bowl, em Pasadena, Califórnia. Foi co-assinado por D.A. Pennebaker, que antes filmou Bob Dylan, David Bowie e Jimi Hendrix.

A música não fica por aí. Shut  Up  and Play the Piano, de Philipp Jedicke, observa Chilly Gonzales, o virtuoso pianista canadiano que dá concertos de piano solo em discotecas, e é também um atento analisador e professor da mecânica da música pop, um rapper e um produtor. The  Unicorn, de Isabelle Dupuis e Tim Geraghty, realizadores que marcam presença no festival, centra-se em Peter Grudzien, que em 1974 lançou The  Unicorn, um álbum de country gay.

Outro realizador que vem apresentar o seu filme: Stefan Lechner. Filmou fado vadio na rua, o que resultou em Vadio, que terá estreia mundial no festival, tal como Quatro Estações e Outono, de Pedro Sena Nunes sobre Jorge Listopad (1921-2017).

Serão também mostrados Blue Note Records: Beyond the Notes, de Sophie Huber, centrado na editora de jazz nova-iorquina fundada em 1939, Songs for Madagascar, do brasileiro César Paes, sobre de seis dos músicos mais célebres de Madagáscar, Antígona, de Pedro González-Rubio, sobre uma encenação de Antígona na maior universidade pública da América do Sul, Mstislav Rostropovich, l’Archet indomptable, de Bruno Monsaingeon, Partisan, de Lutz Pehnert, Matthias Ehlert e Adama Ulrich, Pushkar Puran, de Kamal Swaroop, Srbenka, de Nebojša Slijepcevic ou Robar a Rodin, de Cristóbal Valenzuela.

Haverá ainda espaço para Deux, trois fois Branco, de Boris Nicot, à volta do produtor Paulo Branco, 3e Scène - Opéra National de Paris, que junta seis curtas inspiradas na instituição que lhe dá o nome, assinadas por Mathieu Amalric, Thierry Thieu Nian, Clément Cogitore, Danielle Arbid, Claude Lévêque e Jean-Stéphane Bron, Over the Limit, de Marta Prus, que se foca na ginasta russa Margarita Manum e no meio em que ela se move, e, por fim, Bruk Out!, de Cori Wapnowska, passado no universo do dancehall jamaicano.