Estreia de Ronaldo na Champions pela Juventus acabou em lágrimas

Internacional português foi expulso aos 29 minutos da partida.

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Reuters/HEINO KALIS

Era um daqueles recordes que, certamente, Cristiano Ronaldo preferiria não bater: pela primeira vez na carreira, em 154 jogos na Liga dos Campeões, o internacional português foi expulso. Numa noite que se queria memorável, por marcar a estreia pela Juventus na principal competição europeia, Ronaldo saiu em lágrimas e ainda antes de completar-se meia hora de jogo. O árbitro alemão Felix Brych pareceu pecar por excesso de zelo, numa decisão tomada após consultar o seu auxiliar posicionado junto à linha de golo.

As imagens televisivas não permitem esclarecer totalmente o que acontece no lance que dita a expulsão de Cristiano Ronaldo. Há uma jogada a decorrer pela esquerda e o português, pelo centro, avança para a área. Mas embrulha-se com Jeison Murillo, que cai, e com o colombiano ainda no chão, Ronaldo coloca-lhe a mão na cabeça. Não se percebe qualquer gesto mais brusco, mas após conferenciar com o seu auxiliar, Brych mostrou o cartão vermelho directo ao internacional português (29’). Em lágrimas, Cristiano Ronaldo abandonou o relvado enquanto lamentava: “Eu não fiz nada”.

Foi um episódio para esquecer numa noite que até acabou por correr bastante bem à Juventus. Mesmo em inferioridade numérica, os “bianconeri” chegaram à vantagem no marcador antes do intervalo. Parejo fez jogo perigoso perante João Cancelo e, no penálti correspondente, Pjanic adiantou a equipa de Massimiliano Allegri.

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No início da segunda parte a Juventus encerrou as contas da partida em mais uma grande penalidade. Desta vez a falta foi cometida por Murillo, e perante Neto, Pjanic voltou a não desperdiçar. Já no período de compensação, o Valência desperdiçaria uma oportunidade soberana para marcar: Rugani cometeu penálti, mas Szcsesny travou o remate de Parejo.

Tal como a Juventus, também o Manchester United entrou a ganhar no Grupo H da Liga dos Campeões. Na visita ao Young Boys, José Mourinho promoveu a estreia absoluta do jovem Diogo Dalot, contratado no Verão ao FC Porto. Pogba colocou os “red devils” em vantagem aos 35’ e ampliou o resultado aos 44’, de penálti. Na segunda parte, Martial estabeleceu o resultado final (66’).

A surpresa da noite aconteceu em Manchester, com o City a perder perante o Lyon. Sem Guardiola, relegado para a bancada a cumprir uma suspensão da UEFA relativa à temporada passada, os “citizens” chegaram ao intervalo a perder por 0-2. Cornet aproveitou uma falha de Delph para inaugurar o marcador, e Fekir dilatou o resultado. O Manchester City só conseguiria reduzir a desvantagem aos 67’, num golo marcado por Bernardo Silva após jogada de Leroy Sané. No outro jogo do Grupo F, Shakhtar Donetsk e Hoffenheim empataram 2-2. A equipa ucraniana, orientada pelo português Paulo Fonseca, esteve duas vezes em desvantagem no marcador e acabou por recuperar em ambas.

O Real Madrid iniciou a defesa do título com um triunfo tranquilo na recepção à Roma. Isco (45’), Gareth Bale (58’) e Mariano Díaz (90+2’) fizeram os golos da equipa orientada por Julen Lopetegui. Também no Grupo G, houve empate entre Viktoria Plzen e CSKA Moscovo (2-2). Os checos deixaram escapar uma vantagem de 2-0, com Vlasic a fazer o golo do empate, de penálti, aos 90+5’.

No outro jogo do Grupo E, em que o Benfica entrou a perder frente ao Bayern, o Ajax recebeu e venceu o AEK de Atenas por 3-0. Os golos só chegaram na segunda parte: Nicolás Tagliafico colocou os holandeses em vantagem. Dusan Tadic fez o cruzamento na direita e Donny van de Beek correspondeu com um belo remate, de primeira, para o 2-0. O guarda-redes do AEK nada podia fazer aos 90’, quando Tagliafico marcou o 3-0. Descaído sobre o lado esquerdo, o argentino desferiu um remate de fora da área, sem arco, que passou sobre o guardião do AEK e só parou no fundo da baliza. Um lance que vale a pena ver.