Obras no Pavilhão Rosa Mota impedem realização das Noites Ritual

As Noites Ritual não se vão realizar, este ano, por causa das obras no Pavilhão Rosa Mota, avançou fonte oficial da Porto Lazer.

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Paulo Pimenta

Ao fim de 25 anos, as Noites Ritual não se vão realizar no Porto, em 2018. O evento tinha lugar na Praça do Rossio, largo em frente ao Pavilhão Rosa Mota, que se encontra em obras: Por esta razão, a realização do festival, integralmente organizado pela Porto Lazer e pela Câmara do Porto, fica inviabilizada.

Em reacção à notícia do PÚBLICO desta segunda-feira, fonte oficial da Porto Lazer afirmou que, apesar da vontade expressa em dar continuidade ao festival, este ano não vai ser possível a sua realização devido aos constrangimentos com as obras que a Câmara do Porto está a fazer no Pavilhão Rosa Mota. “As obras roubam muito espaço à Praça do Rossio”.

Além disso, o movimento quase contínuo de camiões no local e a indisponibilidade do pavilhão acrescentaram razões à decisão de não realizar o festival. As salas do Rosa Mota ajudavam a ter eventos paralelos, como exposições, e também serviam para os camarins dos artistas. Aquela era a localização por excelência já que o festival se realiza quase no final de Setembro e a possibilidade de chuva permitia a mudança do palco para o interior.

A Porto Lazer acrescentou ainda que “foi uma decisão muito difícil”. O motivo reside no facto de as Noites Ritual se caracterizarem por serem realizadas nos Jardins do Palácio de Cristal, que é “uma equação muito importante”, avançou a fonte. “Após estudar a conciliação com as obras, percebemos que não havia condições condignas para realizar o festival” naquele sítio, acrescentou.

“Sempre foi nossa intenção realizar o festival e as Noites Ritual estavam orçamentadas para este ano”, rematou.

Quanto ao ano de 2019, ainda não é possível avançar qualquer informação sobre a realização do festival por não se saber como vão decorrer as obras no Pavilhão Rosa Mota, que tem o seu fim previsto para Maio.

Já em relação ao NOS em D’Bandada, que já não se realiza desde o ano passado, a mesma fonte esclareceu que este é um “evento pago e organizado pela NOS". E adiantou que a "única coisa que a NOS cruza com a Câmara do Porto é relativa ao sítio onde vão existir os concertos e este ano, o NOS em D’Bandada não estava nos planos da organizadora”.

Este evento levava, também, música portuguesa, de forma gratuita, a vários pontos da cidade. Mas, em 2017, foi suspenso por não haver datas disponíveis que não chocassem com outros eventos na cidade.  Nas redes sociais, foi criado um evento Exigimos o regresso do D’Bandada em 2018, que visa a recuperação dos dois festivais e já conta com mais de cinco mil apoiantes.

Texto editado por Ana Fernandes