Presidente do parlamento moçambicano diz que não recebeu petição da família de empresário português desaparecido

O português foi raptado em Moçambique a 29 de Julho de 2016 numa estação de abastecimento de combustíveis.

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Américo Sebastião com trabalhadores numa fotografia cedida pela família do empresário DR

A presidente da Assembleia da República de Moçambique, Verónica Macamo, disse que recebeu uma carta e não uma petição da família de Américo Sebastião, empresário português desaparecido em 2016. "[A família] escreveu uma carta para mim, a pedir para eu intervir, não é petição-tipo, que é usada na Assembleia da República, mas uma carta, talvez tenham confundido com petição", afirmou, em declarações citadas esta quarta-feira pelo semanário Canal de Moçambique.

Verónica Macamo sublinhou que a família de Américo Sebastião pediu a sua intervenção e não a da Assembleia da República no caso. "Pediu a intervenção da presidente da Assembleia da República e não da instituição Assembleia da República", afirmou.

No início deste mês, a Lusa teve acesso a um requerimento em que a família do empresário, raptado na província de Sofala, em 2016, pede a intervenção da Provedoria de Justiça de Moçambique, para que seja aceite a cooperação judiciária e judicial de Portugal e se analise a petição entregue no parlamento.

A mulher de Américo Sebastião, Salomé Sebastião?, sublinhou que as autoridades portuguesas "estão disponíveis para enviar elementos da Polícia Judiciária a Moçambique, para ajudar nas investigações" no requerimento que enviou ao Provedor de Justiça, Isaque Chande, ex-ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos.

O empresário português foi raptado a 29 de Julho de 2016, numa estação de abastecimento de combustíveis em Nhamapadza, distrito de Maringué, na província de Sofala, no centro do Moçambique. Segundo a família, os raptores usaram os cartões de débito e crédito para levantarem 4000 euros, não conseguindo mais porque as contas foram bloqueadas logo que foi constatado o desaparecimento.

Nunca mais se soube do paradeiro de Américo Sebastião desde o rapto, perpetrado por homens fardados, que algemaram o empresário e o colocaram dentro de uma das duas viaturas descaracterizadas com que deixaram o posto de abastecimento de combustível.