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Dar banho ou não: eis a questão

Vale mesmo a pena fazê-los passar por isso?

Manuela Araújo é médica veterinária e responsável por Dermatologia no Hospital Veterinário de Santa Marinha

Muitos tutores debatem-se com a questão dos banhos nos seus animais. As preocupações recaem na frequência dos banhos, no champô a usar e nas consequências dos banhos em excesso na saúde da pele e do pelo do seu animal. Além disso, muitas vezes os cães — e especialmente os gatos — ficam muito ansiosos e stressados com a hora do banho. Vale mesmo a pena fazê-los passar por isso?

A resposta é…depende! Um animal com pele e pelo saudáveis e com um estilo de vida indoor não precisa da nossa ajuda para manter a limpeza externa. A pele mantém-se naturalmente limpa com a produção de gorduras que a protegem e a mantém hidratada e a salvo de impurezas e infecções.

Os gatos são animais muito asseados que se “lavam” diariamente através do grooming. Como regra geral, um cão não deve ser lavado mais do que uma vez por mês e um gato mais do que duas vezes por ano. Claro que tudo depende da raça, do estilo de vida e do tipo de pelo do animal.

Além disso, animais com problemas de pele geralmente beneficiam de banhos frequentes e, em alguns casos, até diários se assim for a recomendação do veterinário.

 

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Já em relação ao champô, há que ter em atenção que a pele de um cão ou gato não é igual à dos humanos, especialmente no que toca ao PH. Logo, os nossos champôs e sabonetes não estão indicados. Há champôs especiais para cães e para gatos, para pelagens brancas, para peles sensíveis ou alérgicas e para cachorros ou gatinhos. A escolha de um bom champô e o seu uso adequado ao tipo de animal e pelo melhora os resultados e garante que a pele conti