Futebol nacional

Benfica, Sp. Braga e Paços punidos com jogo à porta fechada

Decisão foi tomada pelo Conselho de Disciplina da federação. Clubes vão recorrer.
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Pedro Cunha

O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) avançou nesta terça-feira com a aplicação do castigo de um jogo à porta fechada para Benfica, Sp. Braga e Paços de Ferreira. Em causa estão distúrbios provocados por adeptos dos três clubes no decorrer da época 2017-18.

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Na origem destas sanções está, no caso do Benfica, o arremesso de objectos perigosos (prática reincidente, no caso) por parte dos adeptos em direcção ao relvado (artigo 183.º do Regulamento de Disciplina), tendo o incidente que desencadeou o castigo ocorrida no encontro com o Estoril, no Estádio António Coimbra da Mota.

No que respeita ao Sp. Braga e ao Paços de Ferreira, trata-se da violação do artigo 181.º (agressões simples com reflexo no jogo por período igual ou inferior a dez minutos), que prevê uma sanação que pode ir de um a dois jogos à porta fechada. No caso dos minhotos, o jogo em causa foi a recepção ao Sporting, no caso dos pacenses, foi a recepção ao Belenenses.

Entretanto, o Benfica já anunciou que "considera a decisão tomada em reunião restrita do CD da FPF absolutamente ilegal, infundada e injusta", argumentando que não era o "promotor do espectáculo desportivo" e que competia "à equipa visitada assegurar a segurança do jogo".

Nesse sentido, os "encarnados" revelam, em comunicado, que vão recorrer para o Pleno do CD, suspendendo a interdição do estádio e procurando "reverter esta decisão ilegal, incompreensível e destituída de qualquer ponderação", que "penaliza muito mais os adeptos e o futebol do que aqueles cujos comportamentos supostamente pretende punir".

Posição idêntica assumiu o Sp. Braga, revelando que vai apresentar um "recurso, com efeitos suspensivos". "A Sporting de Braga, SAD irá obviamente até às últimas instâncias na defesa da sua posição, entendendo que a punição em causa fere o futebol no seu âmago, que são os adeptos e o direito de estes acederem aos espectáculos desportivos", conclui o clube, em comunicado.