Instituto Técnico conseguiu bolsa para Juan Batista que foi estudar para a Madeira

Dificuldades financeiras levaram jovem a deixar Lisboa. Oferta chegou quando já estava na Madeira. Luso-venezuelano colocou Engenharia Civil da Madeira no primeiro lugar de cursos com notas de ingresso mais altas.
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Arlindo de Oliveira disse que IST fez "o que era possível" para apoiar Juan Batista Enric Vives-Rubio

O presidente do Instituto Superior Técnico (IST), Arlindo de Oliveira, afirmou ao PÚBLICO que o IST fez “o que era possível” para ajudar financeiramente Juan Batista, o luso-venezuelano de 20 anos que colocou o curso de Engenharia Civil da Madeira no primeiro lugar da lista dos cursos com as notas de ingresso mais altas ao ter uma média de entrada de 18,94 valores.

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Através de um mecenas, o instituto arranjou-lhe uma bolsa que pagava alojamento (350 euros, mas o estudante tinha que encontrar o seu quarto), propinas (totais) e despesas correntes (200 euros), especificou ao PÚBLICO Rita Wahl, do Núcleo de Desenvolvimento Académico do IST.

Só que, depois de reflectir, o jovem referiu num email, a 21 de Junho, que não iria aceitar a oferta para continuar a cursar Engenharia Civil naquele estabelecimento, disse a técnica.

Ao PÚBLICO Juan Batista afirmou que essa oferta do IST chegou quando ele já estava a frequentar o segundo semestre na Universidade da Madeira, como aluno externo. E "estava a correr bem", disse. "Cheguei a procurar muitas vezes [quarto] em Lisboa e foi muito complicado - ou então as condições eram péssimas. Aquela oferta [de cerca de 550 euros] não era suficiente", afirma. Além disso, refere, teve receio de "se o curso corresse mal" ter que suspender "a bolsa de mérito".

Agora está como aluno interno da Universidade da Madeira e vive em casa dos familiares - portanto não tem as mesmas despesas. Juan Batista confessou que está cansado de "responder a tantas perguntas". 

O jovem esteve inscrito no IST no primeiro semestre do ano lectivo passado. Rita Wahl diz que recebeu o alerta das suas dificuldades financeiras em Fevereiro quando dois colegas do jovem e um tutor foram ao Núcleo de Desenvolvimento Académico falar sobre o seu caso. Nessa altura Juan Batista já tinha partido para a Madeira. A 23 de Fevereiro conversaram e “ele explicou que tinha dificuldades financeiras, e que por isso não ficou.” Antes disso nunca recorreu ao gabinete para pedir apoio, refere a técnica.