Marques Mendes sobre Rio: “O líder do PSD não pode ser um incendiário”

Um recuo no PSD, uma rentrée picante no CDS, um discurso bom, mas sem novidades no PCP. Marques Mendes comentou o regresso dos três partidos à actividade política.

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Nelson Garrido

Marques Mendes assumiu este domingo à noite, na SIC, que o líder do PSD “não pode ser um incendiário” e que tem de lutar pela integração.

O antigo dirigente do PSD defendeu que Rui Rio “foi infeliz” quando disse, na TSF, que quem discorda dele deve sair do partido. “O líder não pode ser um incendiário”, sublinhou. “Tem de lutar pela integração” e “não pode falar para dentro, tem de falar para fora”.

O comentador notou um recuo no discurso da Universidade do Verão do PSD e disse que “os recuos também são inteligentes”.

Mendes frisou que Rio se apresentou bem-disposto, comentando até o seu próprio discurso, e fez críticas ao Governo que pareceram certeiras. “Continua a faltar uma ideia, uma proposta alternativa, porque é isso que dá mais credibilidade a quem está na oposição”, acrescentou.

Para o PCP e a sua Festa do Avante!, Marques Mendes deixou uma palavra de simpatia e considerou que fez um bom discurso, “sem novidades, mas bom”. Para o conselheiro de Estado, Jerónimo de Sousa apresentou-se confiante. “Foi o efeito sondagem”, referiu.

Sobre a rentrée do CDS, no sábado, Marques Mendes apelidou-a de “picante” e registou, sobretudo a “indirecta ao PSD”, ao dizer que o CDS é "o único partido que recusa ser muleta do Governo" e a causa, ou seja, a proposta de reduzir o IRS para todos. “E teve a cereja em cima do bolo que foi o PS a comentar o discurso”.

O antigo líder social-democrata também comentou a mais recente sondagem da Aximage, considerando-a “o caso político da semana” e um “terramoto para o Bloco de Esquerda e o PSD”. No primeiro caso, atribuiu a descida ao caso Robles. No segundo, à falta de “tréguas” internas. Disse ainda que foi o pior resultado que o PSD teve numa sondagem.

No seu comentário habitual, que incluiu ainda os temas Benfica, Sporting, Fundo de Solidariedade da União Europeia, congresso do MPLA, entre outros, Luís Marques Mendes começou por ler uma carta que recebeu de uma doente oncológica de Gondomar a dar conta de uma situação inesperada: a taxa de IVA aplicada às próteses de cabelo é de 23%, mesmo nos casos em que estas próteses têm receita médica.