Opinião

Fundação Montepio, complemento essencial do Estado

O Montepio Geral é um dos principais parceiros do Estado no desenvolvimento de políticas de inclusão.

Desde há muito que criei uma opinião favorável a respeito do Montepio Geral, ou não desenvolvesse esta instituição - desde a sua fundação, e já lá vão 177 anos - uma importante e muito meritória acção no campo do mutualismo em Portugal. Com tudo o que isso implica de complemento à acção social que, como sabemos, o Estado nem sempre desenvolve como é seu dever.

Depois do 25 de Abril de 1974, tive oportunidade de conhecer melhor a acção do Montepio Geral na área da proteção social, e também na da cultura, criando uma forte empatia com essa instituição.

Isso levou-me a conhecer a importância da acção dos seus presidentes, recordando com emotiva saudade Costa Leal e Silva Lopes, de quem me tornei admirador e amigo.

Situação que se mantém com o actual presidente Tomás Correia, cuja acção à frente do Montepio Geral confirma a enorme qualidade dos seus antecessores, mantendo a posição que eles alcançaram, ao transformarem a nossa mutualidade numa das maiores a nível europeu.
Sem entrar na análise da parte económica, onde o Montepio Geral coloca a economia ao serviço das pessoas e consegue ser uma entidade-ponte entre o sector solidário e o lucrativo, realço sobretudo o facto de ser um dos principais parceiros do Estado no desenvolvimento de políticas de inclusão.

Nesse âmbito, gostaria de salientar a criação da Frota Solidária, através da qual a Fundação Montepio assegura a oferta de veículos automóveis especiais e adaptados a instituições de solidariedade social.

E, onde vai a Fundação Montepio buscar as verbas necessárias à aquisição dessas viaturas?

Precisamente às verbas recebidas do Ministério das Finanças, através da Consignação Fiscal, que, como instituição de solidariedade e interesse público, os cidadãos lhe destinam através das suas declarações de IRS.

Pois bem, neste ano de 2018, a Fundação Montepio fez entrega de 21 viaturas, a igual número de instituições, das diferentes zonas do País (Continente e Regiões Autónomas).

Viaturas que se juntaram às anteriormente entregues, nas outras 10 edições desta iniciativa Frota Solidária. Com efeito, tendo começado em 2008, a Fundação Montepio aproveitou os 4 milhões de euros recebidos e atingiu o número de 203 viaturas solidárias, entregues a igual número de IPSS.

Tudo isto me leva a felicitar os responsáveis pela Fundação Montepio, nomeadamente o seu presidente António Tomás Correia, e fazer votos para que continuem, por muitos anos, a desenvolver o mutualismo em Portugal e a ajudar a colmatar algumas das deficiências da acção do Estado na área da solidariedade, da protecção social, enfim, da inclusão dos portugueses, numa sociedade que se quer mais livre, mais democrática, mais justa, mais igual e mais solidária.