Sócrates também tenta evitar julgamento na Operação Marquês

Requerimento a pedir a instrução do caso, uma fase facultativa, deu entrada esta quinta-feira por email e fax já depois da secretaria do Departamento Central de Investigação e Acção Penal ter fechado.

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Nuno Ferreira Santos

O ex-primeiro-ministro José Sócrates também vai tentar evitar o julgamento da Operação Marquês, caso onde está acusado de 31 crimes, três dos quais de corrupção, tendo avançado com o pedido de abertura de instrução.

A dúvida só foi desfeita já depois de ter terminado o prazo para pedir a instrução, que acabou esta quinta-feira à meia-noite. Esta fase facultativa do processo-crime pretende avaliar se há indícios suficientes para sujeitar os acusados a julgamento. 

Ao início da tarde desta sexta-feira o advogado de Sócrates, João Araújo, recusava responder se tinha avançado com o pedido. No entanto, a Procuradoria-Geral da República confirmou ao PÚBLICO que deu entrada, esta quinta-feira, já depois de ter fechado a secretaria do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), “por e-mail e fax, o requerimento de abertura de instrução de José Sócrates”.

Com este, passam a ser 19 o número de arguidos que pediram a instrução, entre os 28 acusados no caso.

O PÚBLICO já explicara esta quinta-feira que, apesar de o prazo terminar neste dia, ainda era possível aos arguidos apresentarem requerimentos até à meia-noite por fax ou e-mail.

O pedido até podia chegar mais tarde ao DCIAP, onde correu o inquérito, se viesse por correio e o carimbo de expedição for desta quinta-feira. Ainda não são conhecidos os argumentos apresentados pela defesa de Sócrates.

Vara tenta invalidar grande parte das provas

Armando Vara também pediu a abertura de instrução da Operação Marquês. Elementos bancários, escutas e documentos apreendidos em buscas são algumas das provas que a defesa do ex-ministro socialista quer ver invalidadas. Em causa estão todas as diligências autorizadas pelo juiz Carlos Alexandre a partir de 9 de Setembro de 2014, quando a investigação do caso Sócrates, que durou mais de quatro anos, tinha apenas uns meses.