Futebol

Moreirense condenado a um ano de suspensão por corrupção

Vice-presidente e filho do líder da SAD com pena suspensa. Clube prepara recurso.
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Adriano Miranda

O Moreirense foi condenado a um ano de suspensão de participação em competições desportivas, depois de terem sido provados quatro crimes de corrupção activa no âmbito de um caso que remonta a 2011-12. O advogado do clube, Ricardo Sá Fernandes, já garantiu que o clube vai recorrer da decisão.

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Em causa estará o crime de suborno de futebolistas da Naval 1.º Maio e do Santa Clara, na época de 2011-12, com o propósito de beneficiar o Moreirense na luta pelo acesso à I Liga. A decisão do tribunal de Santa Maria da Feira é, porém, vista com grande desconfiança para parte do gabinete jurídico dos vimaranenses.

Ricardo Sá Fernandes destacou, entretanto, o facto de a sentença não ter transitado em julgado, lamentou os factos ocorridos em 2011 e garantiu que o clube "é alheio a qualquer acto de corrupção". "Não foi produzida a mais pequena prova, directa ou indirecta", argumenta em declarações à TVI, sustentando desta forma a opção pelo recurso.

O Moreirense foi também condenado a pagar 250 euros por dia durante 450 dias, o que perfaz o valor total de 112 mil e 500 euros de multa. O filho do presidente do clube, Pedro Magalhães, e o vice-presidente Orlando Alhinho, foram condenados a penas suspensas mediante o pagamento de valores entre os mil e os cinco mil euros a instituições de solidariedade.

No entender de Sá Fernandes, de resto, não faz qualquer sentido equacionar um cenário de punição desportiva efectiva para o Moreirense, pelo que não coloca sequer em cima da mesa a hipótese de o clube deixar de competir na I Liga: "O arguido é o Moreirense e não a SAD. Em qualquer dos casos, esperamos que o clube seja absolvido. Mas uma sentença desfavorável nunca afectaria a participação do Moreirense na Liga, pois trata-se de entidades jurídicas diferentes".

Recorde-se que o caso nasceu de uma denúncia da Naval 1.º Maio, recentemente extinta, que levou à investigação da Polícia Judiciária, com escutas telefónicas e presenciais. Em causa esteve essencialmente a deslocação dos "cónegos" à Figueira da Foz, na 28.ª jornada, que terminou com a vitória (1-2) dos minhotos e o afastamento dos navalistas da luta pela subida, reduzindo a discussão a dois, com o Desp. Aves. Os avenses terminariam o campeonato em terceiro lugar, a dois pontos do vizinho e rival de Moreira de Cónegos.