Presidenciais Brasil 2018

Sondagem indica que na 2.ª volta Bolsonaro perde para todos os possíveis candidatos menos o do PT

Ciro Gomes (centro-esquerda) ganha terreno nas pesquisas de opinião. Lula perde mais um recurso e PT pode anunciar quem é o seu novo candidato na semana que vem.
Foto
Bolsonaro num comício quarta-feira em Brasília a pontapear um boneco representando Lula da Silva preso Joedson Alves/EPA

Já se fazem sondagens no Brasil sobre a segunda volta das presidenciais, marcadas para 28 de Outubro (a 8 é a primeira). Segundo o Instituto Ibope, que ouviu 2002 eleitores, o candidato de extrema-direita Jair  Bolsonaro perde para três candidatos (o representante do centro-esquerda Ciro Gomes, a ecologista Marina Silva e o centrista Geraldo Alckmin), e empata com Fernando Haddad, se este for o escolhido do Partido dos Trabalhadores (esquerda).

Atingiu o seu limite de artigos gratuitos

Segundo os números divulgados pelo Estado de São Paulo e Globo, Bolsonaro perde para Ciro Gomes (Partido Democrático Trabalhista) por 44%-33%, para Marina Silva (Rede) por 43%-33%, para Alckmin (Partido da Social Democracia Brasileira) por 41-32; empata tecnicamente com Haddad por 37-36.

Nesta sondagem, o Nordeste, tradicional base de apoio do PT, é onde Bolsonaro tem piores resultados, perdendo por larga maioria para todos os candidatos que o Ibope põe como potenciais candidatos na segunda volta (apenas dois saem da primeira). 

A percentagem de eleitores que, em sondagens anteriores do Ibope optaram por anular, votar em branco ou não responder cai — eram 38% e são agora 28%. 

Nas sondagens para a primeira volta Bolsonaro segue na frente, com 22% das intenções de voto. Ciro Gomes cresceu três pontos e está empatado com Marina Silva com 12%.

Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-Presidente que está preso — recorreu e a condenação foi confirmada em segunda instância, o que o deixou de fora da corrida eleitoral —, viu mais um recurso rejeitado. O juiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido para suspender sua inelegibilidade e manter a candidatura à presidência.

Os advogados de Lula (PT) pediram ao Supremo para corroborar uma recomendação das Nações Unidas a favor da sua candidatura, mas Fachin considerou que a ONU, através da sua Comissão para os Direitos Humanos, não se sobrepõe às decisões dos tribunais brasileiros. “O pronunciamento do Comité das Nações Unidas não alcançou o sobrestamento do acórdão recorrido reservando-se à sede própria a temática directamente afecta à candidatura eleitoral”. 

O Partido dos Trabalhadores ainda não anunciou quem é o seu candidato, depois de os tribunais terem afastado a possibilidade de Lula estar no boletim de voto. Lula e Haddad reuniram no início desta semana, mas pouco saiu sobre o que foi dito nessa reunião e, entretanto, o Ministério Público de São Paulo acusou o petista (forma como no Brasil se refere os candidatos do PT) de três crimes de corrupção.

A imprensa brasileira avançou que o PT esperava o recurso feito ao Supremo, e que pode oficializar o seu candidato a 11 de Setembro.