Israel

Quando o Mar Morto dá vida a objectos inertes

Nir Elias/Reuters
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O tutu que vemos nas imagens é composto, principalmente, por sal. Sim, leste bem: sal. A criação da israelita Sigalit Landau, que usa o Mar Morto como o seu estúdio de arte, nasceu a partir do mergulho de um tutu nas águas mais profundas e salgadas do mundo. O contacto com a água salgada faz com que o sal se deposite nas fibras do tecido e o relevo que se forma em torno do objecto intercepta mais partículas, que se vão sobrepondo até formar uma cobertura de cristal. O processo pode levar vários meses até estar concluído.

Esta não é a primeira peça que Landau cria com recurso a esta técnica. A artista já cristalizou sapatos, um vestido de noiva, peças de mobiliário, instrumentos musicais, bicicletas, cestos, entre outros objectos do quotidiano. 

O projecto mais arrojado que tem em mãos, e que envolve esta técnica, consiste na construção de uma ponte cristalizada que irá flutuar sobre as águas do grande lago do Médio Oriente. Com este grande empreendimento, Landau pretende mostrar ao mundo que, apesar do malfadado nome de baptismo, o Mar Morto é capaz de brilhar e dar vida a objectos sem brilho.

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