Comboios

CP repõe horários em Cascais, mas retira lugares

Alterações implicam que haverá menos 1500 lugares sentados no serviço oferecido nas horas de ponta.
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A CP tem muita dificuldade em arranjar material circulante para a Linha de Cascais guilherme marques

A partir deste domingo, 9 de Setembro, a CP vai repor os horários que vigoravam na linha de Cascais até ao passado dia 5 de Agosto, garantindo a circulação de comboios de 12 em 12 minutos nas horas de ponta, em vez de 15 em 15 minutos, como acontecia nas últimas semanas.

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No entanto, a reposição do número de comboios não será acompanhada da mesma oferta de lugares visto que as composições entre Cais do Sodré e Oeiras passarão, nas horas de ponta, a ser formadas por quatro carruagens em vez de sete.

Habitualmente aqueles comboios são formados por uma unidade de quatro carruagens atrelada a outra de três carruagens. Mas, tendo em conta a provecta idade deste material circulante e para poupar na manutenção, a CP vai operar apenas com uma unidade de quatro carruagens naquele troço.

O que vai mudar então? Até agora circulavam quatro comboios por hora entre Oeiras e Lisboa com sete carruagens e uma oferta de 1344 lugares sentados por comboio. A partir de domingo, passarão a ser cinco comboios por hora, com quatro carruagens e uma oferta de 773 lugares sentados. Considerando o total de lugares oferecidos numa hora, estes reduzem-se de 5376 para 3865, ou seja, menos 1511 lugares sentados.

 Estas alterações irão vigorar nas horas de ponta entre as 7h e as 10h e entre as 18h e as 20 horas. Em contrapartida, sobe de quatro para cinco o número de comboios por hora em todo o percurso entre Lisboa e Cascais.

A promessa de que os horários desta linha suburbana seriam repostos a 9 de Setembro foi feita pelo Ministério do Planeamento e das Infra-estruturas que assumiu este dossier face à contestação que o anúncio da redução da oferta estava a ter junto da sua empresa tutelada CP.

Esta empresa tem na linha de Cascais um dos seus pontos mais críticos no que diz respeito à falta de material circulante pois os comboios estão envelhecidos e não podem ser facilmente substituídos por outros porque a tensão eléctrica nesta linha (1500 volts em corrente contínua) é diferente da do resto da rede ferroviária electrificada (25 mil volts em corrente alterna).

A agravar a situação está a falta de pessoal nas oficinas da EMEF que não tem mãos a medir para conseguir manter operacional uma frota que está em fim de vida útil.