Protocolo dá acesso gratuito a plataformas com informação científica sobre saúde

A Ordem dos Médicos e o Ministério da Saúde assinam protocolo que vai permitir acesso a quatro das principais plataformas internacionais com informação científica de doenças, medicamentos e prevenção.

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Rui Gaudencio

A Ordem dos Médicos e o Ministério da Saúde assinam esta terça-feira um protocolo que vai permitir que profissionais de saúde e toda a população tenham acesso gratuito a quatro das principais plataformas internacionais com informação científica sobre doenças, medicamentos e prevenção. O projecto deverá estar a funcionar em Janeiro de 2019. O protocolo é válido por três anos.

Quais os principais tratamentos para o cancro da mama? Determinado medicamento deixa de ter efeito se tomar outro? São apenas dois exemplos das muitas perguntas que doentes e familiares se colocam todos os dias quando confrontados com o diagnóstico de uma doença ou quando estão a fazer tratamentos. Muitos procuram informação na Internet, mas ter a resposta mais correcta pode não ser tarefa fácil quando se encontram milhares de sites com informação.

Dar acesso a informação científica validada é um dos objectivos do protocolo que vai permitir que os portugueses tenham acesso a quatro plataformas internacionais – BMJ Best Practice, Cochrane Library, DynaMed Plus e UpToDate. “Dez milhões de portugueses vão poder ter acesso a informação cientifica certificada sobre várias doenças, sintomas, possibilidades de tratamento, como se deve fazer prevenção. Uma delas já tem, mas há o compromisso assumido de todas as plataformas terem conteúdos em português”, explica o bastonário dos médicos, lembrando que a disponibilização de informação fidedigna era um dos compromissos da sua candidatura a bastonário.

Também o Ministério da Saúde tem apostado na literacia em saúde, disponibilizando informação sobre doenças e prevenção no Portal do SNS.

Este protocolo vai igualmente garantir que os profissionais de saúde tenham acesso às quatro plataformas de forma gratuita. E neste caso, Miguel Guimarães aponta dois pontos fundamentais a que o protocolo vai responder: “Apoio à decisão clínica, já que os profissionais têm ali acesso a toda a informação actualizada, e permite formação profissional continua, com acesso a planos de formação em várias áreas”.