França proíbe cinco insecticidas perigosos para as abelhas

Decisão entrou em vigor no sábado. País adianta-se à data limite imposta pela UE e inclui duas substâncias que não foram proibidas a nível europeu.

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Estas substâncias são utilizadas em várias culturas, como a beterraba, o trigo ou árvores de fruto David W Cerny

Em Abril deste ano, a União Europeia já tinha aprovado uma proposta sobre a proibição do uso de três insecticidas neonicotinóides por serem danosos para as abelhas. Mas a França foi mais longe e, a partir deste sábado, a utilização de cinco insecticidas desse género é proibida, adianta a agência AFP.

O objectivo é combater o declínio das colónias de abelhas. Mesmo assim, o director científico do Instituto da Abelha, Axel Decourtye, nota, em declarações à AFP, que apesar de positiva, a medida não resolverá o problema. “É preciso lutar contra as doenças e os predadores (...), contra a degradação dos habitats e o empobrecimento da flora. Numa colmeia em França, encontram-se muitos outros resíduos de pesticidas além dos neonicotinóides ".

Em França, passa a ser proibido utilizar (incluindo em estufas) produtos que contenham tiaclopride, acetamiprida, imidaclopride, clotianidina e tiametoxame.

Os Estados-membros da União Europeia têm até 19 de Dezembro de 2018 para proibir a utilização ao ar livre de produtos que contenham imidaclopride, clotianidina e tiametoxame. Mas podem fazê-lo antes.

Quanto à proibição da utilização de sementes que tenham sido tratadas com estes insecticidas, a sua proibição só deve mesmo acontecer a partir de 19 de Dezembro deste ano, dizem as regulações da Comissão Europeia para cada uma destas substâncias. 

Os neonicotinóides são dos insecticidas mais usados em todo mundo e são aplicados em culturas como a beterraba, o trigo, árvores de fruto, entre outros, para combater pragas de lagartas, cochonilhas, pulgões e outros insectos.