I Liga

Sérgio Conceição considera Moreirense equipa "muito interessante"

Treinador do FC Porto preferiu não se pronunciar sobre as mais recentes contratações.
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LUSA/HUGO DELGADO

O treinador do FC Porto referiu-se neste sábado ao Moreirense como uma equipa "muito interessante e difícil" e que vai complicar o regresso dos campeões nacionais às vitórias, no domingo, na 4.ª jornada da I Liga de futebol. Na conferência de imprensa de antevisão à recepção à formação vimaranense, Sérgio Conceição revelou-se bastante conhecedor do rival, "uma equipa que pode ganhar mais vezes fora do que em casa".

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"É uma equipa bastante diferente, em termos de dinâmica de jogo, do que tem sido o Moreirense nos últimos tempos. Vimos o último jogo deles fora, frente ao Nacional [vitória por 2-1], e mostraram boa dinâmica com bola, metem muita gente no corredor central. Têm jogado sem uma referência na frente, excepto na parte final, em que o Nenê entra. Normalmente jogam com o Chiquinho, Pedro Nuno, Neto, Loum... Estes quatro médios e com os alas bem abertos e bem verticais no seu jogo", explicou o treinador do FC Porto.

Sérgio Conceição voltou ainda a abordar a primeira derrota em casa como treinador do FC Porto, explicando os motivos que o levaram a considerar, no final da partida com o V. Guimarães [que os "dragões" perderam por 3-2], uma derrota justa. "No final do jogo disse que a derrota era justa, principalmente pelo que não fizemos. Não quer dizer que o Vitória mereceu ganhar. Aliás, pelas oportunidades criadas, merecíamos ter vencido. Até aos 63 minutos, altura da grande penalidade, não houve um remate do Vitória. Houve três remates enquadrados no jogo todo", recordou.

Segundo o técnico dos "azuis e brancos", "num dia normal", o FC Porto poderia ter marcado "sete, oito ou nove" e o Vitória de Guimarães três. "Nem se falaria desta derrota. Mas não fizemos e permitimos que fizessem três golos. Temos de dar mérito ao Vitória por acreditar depois da grande penalidade e culpar-nos pelo que não fizemos", referiu.

Conceição foi ainda questionado sobre a mais-valia que as mais recentes contratações - Jorge e Bazoer - vão acrescentar ao grupo portista, mas escusou-se a responder, admitindo que "o tempo de trabalho com os jogadores é pouco para avaliar".

"No dia da minha apresentação, o presidente teve uma tirada gira. Disse que estávamos à espera do Ronaldo e do Messi. Todos os treinadores querem mais e anseiam por jogadores que sejam mais-valias, que entrem de caras na equipa. Isso de gastar um certo valor, a diferença entre o ganho e a despesa... Isso é muito para montar filmes, o que conta são os treinos. Um jogador que veio da equipa B até pode ficar muito valorizado e uma ou outra aquisição de quem se espera muito nem por isso", rematou.