Falta de recursos pode condicionar acção da PSP no Porto

Foi com esta ideia-chave que o superintendente-chefe Paulo Lucas tomou esta quinta-feira posse como novo comandante metropolitano da PSP no Porto.

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Paulo Lucas substitui Miguel Mendes (à direita) no comando metropolitano da PSP Nelson Garrido
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Foi com um discurso que apela à continuidade que o novo comandante do Comando Metropolitano do Porto da PSP assumiu funções nesta quinta-feira de manhã. O superintendente-chefe Paulo Lucas, ainda “com conhecimentos limitados” do seu novo raio de acção, definiu como prioridade continuar a apostar na melhoria de condições de trabalho para os polícias.

“O objectivo principal da polícia não é ter instalações nem viaturas, é garantir segurança”, disse aos jornalistas após a cerimónia de tomada de posse, como introdução para o que considera ser uma das suas principais metas durante o tempo em que exercer funções. Serviu esta nota para a seguir sublinhar que, sem recursos, o trabalho da polícia sai directamente comprometido, o que “pode condicionar a acção” – ou seja, deixar uma população menos bem servida a nível de segurança.

“Temos que ter consciência de que se não tivermos um bom factor humano, boas instalações, boas viaturas, boas comunicações, bons sistemas de informação e boas esquadras prejudica-se quem ali trabalha, mas também todos os que foram vítimas de um crime ou precisam de apoio da polícia”, salienta.

Há um ano, por altura da celebração dos 150 anos da PSP, o seu antecessor, Miguel Mendes, agora destacado para uma missão em Timor-Leste, alertou para a necessidade de serem contratados pelo menos mais 200 agentes no seu efectivo. Consciente dessa realidade, o novo comandante diz preferir concentrar-se em variáveis que pode controlar. Nesse sentido, afirma que levará a cabo um trabalho de proximidade com os municípios da área metropolitana e com as esquadras para que possa apurar quais são necessidades mais urgentes.

Paulo Lucas assume estar ciente das suas limitações relativamente às “particularidades deste comando”. Porém, o novo comandante, que aos 51 anos já foi director nacional-adjunto da Unidade Orgânica de Operações e Segurança, da Direcção Nacional da PSP, exerceu funções de secretário-geral adjunto do Sistema de Segurança Interna e esteve à frente do comando da Madeira, pretende servir-se da sua “experiência de 30 anos” para cedo se inteirar deste nova realidade.  

Nesta fase preliminar, refere ainda ser uma prioridade não ignorar o fenómeno do turismo, que, tendo o Porto como centro nevrálgico, alastra-se às cidades vizinhas. Afirma ser uma prioridade não só local, mas também nacional, parte das “grandes opções estratégicas da PSP”, que nesta zona já conta com uma esquadra exclusivamente vocacionada para essa área. “Não é a segurança que atrai turistas, mas a falta dela pode afastar turistas”, finaliza.   

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