Diplomacia

Alemanha remove estátua de Erdogan após protestos

A estátua foi erguida para um festival de arte, como uma provocação. Mas os habitantes não gostaram.
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Uma estátua dourada de quatro metros de altura do Presidente turco Recep Erdogan foi nesta quarta-feira removida pelas autoridades alemãs depois de protestos dos habitantes. A estátua foi instalada na segunda-feira pela organização de um festival de arte com o tema: Bad News (Más Notícias). Com um braço esticado no ar, no centro da praça Central da Unidade Alemã, em Wiesbaden, perto de Frankfurt, a estátua foi mal recebida pelos habitantes.

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Na base da estátua foi posta uma vela e uma nota em memória dos jornalistas, numa alusão aos jornalistas detidos pelo Governo turco. Vandalizada com mensagens de “Hitler turco”, a estátua do Presidente da Turquia foi removida pelos bombeiros com o recurso a uma grua.

O episódio acontece um mês antes da visita agendada do Presidente turco à capital alemã, numa tentativa de melhorar as relações entre os dois países. Actualmente, estima-se que vivam na Alemanha cerca de três milhões de pessoas com ascendência turca.

Durante os últimos meses, a Turquia decretou a prisão de cerca de 50 mil pessoas e a suspensão ou demissão de outras 150 mil pessoas, incluindo professores, juízes, soldados e deputados da oposição. Para Berlim, que condena a acção de Ancara, a repressão foi excessiva e violou as liberdades básicas. Já o Governo turco garante que apenas agiu de forma a “salvaguardar a segurança nacional”.

"É certamente apropriado conceber Erdogan como uma figura controversa e alguém que podemos discutir livremente neste país", disse à Reuters o director do festival bienal, Uwe Eric Laufenberg, quando a estátua foi erguida. "Podemos ter uma discussão sobre esta estátua e este homem", justificou.

Mas os habitantes não gostaram. "Este é um homem que tem centenas de pessoas na sua consciência. Porque mentiu e comprou o seu caminho para o poder. É um ditador", disse um dos moradores da cidade, Werner Starotsta.