Râguebi

Portugal estreia-se no World Rugby U20 Trophy

A selecção nacional de râguebi de sub-20 vai defrontar na fase de grupos da prova o Canadá, as Ilhas Fiji e o Uruguai.
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Manuel Cardoso Pinto será titular na estreia contra o Canadá Luís Cabelo

Quase um ano depois de perder no Uruguai a final do World Rugby U20 Trophy frente ao Japão, a selecção nacional de râguebi de sub-20 começa esta terça-feira, a partir das 15h, a disputar novamente a competição que garantirá ao vencedor um lugar no próximo ano entre as oito melhores selecções mundiais do escalão.

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No jogo de estreia na prova, Portugal terá como adversário o Canadá, seguindo-se confrontos com as Fiji e o Uruguai. O defesa Manuel Cardoso Pinto garante que a equipa portuguesa está “confiante” e que “o objectivo é vencer” a competição.

Ainda com a polémica final de há um ano contra o Japão na memória – uma tempestade transformou o relvado num lamaçal, levando o árbitro a dar por terminada a partida a 13 minutos do fim, quando os nipónicos venciam por 14-3 –, Portugal regressa ao World Rugby U20 Trophy, que se vai disputar em Bucareste, com o objectivo de vencer. No Grupo B da prova, onde vai reencontrar duas selecções que defrontou em 2017 (Fiji e Uruguai), a selecção portuguesa começará por defrontar o Canadá, teoricamente o rival mais acessível.

Consciente que não haverá margem de erro para Portugal – o vencedor de cada grupo apura-se directamente para a final –, Manuel Cardoso Pinto diz que os jogadores portugueses estão “concentrados e mentalizados que vão disputar uma competição com um nível superior”. Já com cinco internacionalizações pela principal selecção portuguesa, o defesa considera que “no aspecto físico e mental” este é “um grupo diferente daquele que esteve há um ano no Uruguai, mas o nível mantém-se”.

Admitindo que sente uma “maior responsabilidade por já ter sido ‘lobo’”, o “15” de Portugal diz, em conversa com o PÚBLICO, que na estreia os jogadores nacionais terão um rival “muito forte fisicamente”, que joga “quase sempre pelo primeiro canal, sem correr grandes riscos”. “O Canadá tem um jogo directo para bater e criar fases à volta do ruck. É bom nas fases estáticas, mas a nossa formação-ordenada é muito forte e acredito que nos vamos superiorizar. Vamos tentar jogar ao largo. Somos mais móveis e aí temos vantagem”, acrescenta.

Depois de na última época ter assumido papel de destaque na Agronomia e na selecção, Cardoso Pinto revela que a partir do final de Setembro vai jogar para a Holanda: “Recebi uma proposta que gostei do RC DIOK. Para já, não queria comprometer-me em demasia, indo para uma academia em França ou Inglaterra. Preferi começar com uma experiência semiprofissional para perceber se é esse o caminho que quero seguir.”