Teatro

Concurso para Teatro Maria Matos continua a decorrer após reclamação de concorrente

A Yellow Star Company, que o júri classificou atrás da Força de Produção, recorreu da decisão. "Processo está a decorrer com toda a normalidade", diz a presidente da EGEAC.
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MIGUEL MANSO

O concurso para selecção do projecto artístico do Teatro Maria Matos, em Lisboa, continua a decorrer depois de a segunda classificada nos resultados provisórios ter reclamado da decisão do júri, disse à agência Lusa a presidente da Empresa municipal de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC). "O processo está a decorrer com toda a normalidade e continua por concluir", observou Joana Gomes Cardoso, acrescentando que a situação decorre de uma reclamação apresentada pela Yellow Star Company.

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O júri tem estado a responder a todas as questões "suscitadas por essa entidade", referiu a responsável, sublinhando que o regulamento não determina uma data concreta para a conclusão do concurso: "Quando o júri entender que está terminado, terminará", disse, acrescentando que a EGEAC tem todo o interesse em concluir o processo "o mais depressa possível".

A 3 de Julho último, a EGEAC anunciou que a Força de Produção ficara em primeiro lugar no concurso. Num comunicado divulgado nesse dia no seu site, a empresa municipal fazia saber que o júri composto pela presidente do conselho de administração da EGEAC, Joana Gomes Cardoso, pela actriz e encenadora Natália Luiza, pelo dramaturgo e investigador teatral Jorge Louraço e pelo jornalista Nuno Galopim, e presidido por Pilar del Rio, presidente da Fundação José Saramago, tinha já feito a seriação dos três candidatos: Força de Produção (primeiro lugar), Yellow Star Company (segundo lugar) e Meio Termo (terceiro lugar). E acrescentava que o prazo para reclamações era de cinco dias úteis.

A Força de Produção é uma produtora responsável por, entre outros, espectáculos como Deixem o Pimba em Paz, Mais Respeito que Sou Tua Mãe, Ñaque, Clã para Supernovos e Os Improváveis.

Já a Yellow Star Company, que se apresenta como uma "empresa de entretenimento e comunicação", tem em carteira espectáculos como Pocahontas, Aladino e a Lâmpada Mágica, O Último Dia de um Condenado e 5 Lésbicas e uma Quiche.

A Meio Termo é uma empresa de "agenciamento artístico e produção audiovisual", que organiza, sobretudo, espectáculos de comédia.

A decisão de concessionar o Maria Matos a privados foi anunciada ao PÚBLICO em Dezembro do ano passado pela vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa, Catarina Vaz Pinto, no âmbito de um projecto de remodelação da rede de teatros municipais. O vencedor do concurso que agora decorre adquirirá "o direito a tomar de arrendamento o edifício, assegurando o [seu] funcionamento", nos termos de contrato a celebrar, segundo a EGEAC.

A despedida do Teatro Municipal Maria Matos enquanto espaço gerido pela Câmara de Lisboa assinalou-se a 14 de Julho, com um dia "de festa para as crianças e famílias", de entrada gratuita.