Canoagem

Ouro a dobrar: Fernando Pimenta revalida título mundial no K1 5000

Canoísta português ganhou a segunda medalha de ouro na competição.
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LUSA/PAULO NOVAIS

Fernando Pimenta alcançou neste domingo a segunda medalha de ouro no Campeonato do Mundo de canoagem de velocidade, que terminou há pouco em Montemor-o-Velho. Na prova de K1 5000m, a mais longa distância do programa, o atleta minhoto revalidou o título alcançado no ano passado, em Racice, cumprindo o trajecto em 21m43s.

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Num momento de forma extraordinário, o canoísta português controlou a prova praticamente do início ao fim. Foi ele quem cedo impôs o ritmo, decidindo esticar o andamento para perceber qual seria a reacção dos adversários (e um dos rivais mais directos, o alemão Max Hoff, ficou surpreendentemente para trás) e gerindo a liderança com uma autoridade invulgar.

"Temos de festejar. O meu treinador disse-me que era possível e só tenho que acreditar nele. Ninguém queria assumir a liderança e tentei deixar os adversários para trás. Tentei deixar o Max Hoff, consegui um bom ritmo na primeira volta, mas ninguém quis colaborar e depois foi seguir as instruções do treinador", descreveu o campeão mundial, admitindo que ainda tinha capacidade para responder caso tivesse sido posta em causa a sua liderança.

Após o ouro inédito em K1 1000m, alcançado no sábado, Fernando Pimenta partiu para a última final do calendário do evento com o estatuto e a pressão decorrentes do título arrecadado no ano passado. Algo que o também campeão europeu já consegue contornar com um à-vontade de experiência feito.

"Depois dos Jogos [Olímpicos de 2016], diziam-me que era muita a pressão e mesmo com esses mind games todos consegui superar os obstáculos. E o melhor possível é ser campeão do mundo em Portugal. Hoje ainda andava um pouco em êxtase depois do título de ontem, foi um início de prova nervoso, mas consegui entrar no grupo da frente e senti-me muito bem nas últimas três voltas", explicou.

Nas últimas três e nas primeiras três, tendo em conta a capacidade demonstrada para impor a lei na água e para lidar com a abordagem muito especulativa dos rivais mais directos. Aquele que mais longe conseguiu levar o sonho de destronar Pimenta foi o dinamarquês René Poulsen, que cortou a meta a 1,5 segundos do campeão, enquanto o espanhol Javier Hernanz fechou o pódio, a 4,4 segundos.

E podiam ter até ficado um pouco mais distantes, não tivesse o atleta de Ponte de Lima utilizado alguma da sua vantagem nos derradeiros metros para acenar ao público português em sinal de vitória.