Ensino secundário. Notas desceram em 13% dos exames que foram reapreciados

Resultados da reapreciação dos exames nacionais da 2.ª fase foram conhecidos nesta sexta-feira. Pedidos de reapreciação abrangeram apenas 1% das provas.

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Paulo Pimenta

Só 13% dos pedidos de reapreciação das provas dos exames nacionais do secundário da 2.ª fase resultaram numa descida das notas inicialmente atribuídas. Os resultados foram conhecidos nesta sexta-feira e confirmam a tendência habitual: são poucos os alunos que pedem a reapreciação das provas, mas os que o fazem geralmente ficam a ganhar.

Foram apresentados 1144 pedidos de reapreciação, o que corresponde a apenas 1% das provas realizadas na 2.ª fase (120.303), e 730 (64%) resultaram numa subida das notas. Na reapreciação dos exames da 1.ª fase este valor foi de 70%.

Os exames com mais pedidos de reapreciação foram os de Português (265), Física e Química A (247) e Matemática A (227). Em conjunto com Biologia e Geologia, fazem parte do lote das quatro provas mais concorridas. A Português a percentagem de melhorias foi de 66%, a Física e Química A de 50% e a Matemática A de 75%.

Os exames da 2.ª fase foram realizados essencialmente por alunos que reprovaram na primeira temporada ou que quiseram melhorar a nota. Quando foram conhecidos os resultados no princípio de Agosto, o Ministério da Educação destacou que mais de metade dos alunos que realizaram o exame de Matemática A na 1.ª fase repetiram-no na 2.ª. A média desceu de 10,9 para 10,4.

A média do exame de Português também desceu, passando de 11 valores para 10,2. E nos pedidos de reapreciação foi o segundo com maior percentagem de descida das notas (22%). Desenho A, com 25% de descidas, encabeça esta lista.

Filosofia e Biologia e Geologia com menos melhorias

Das provas em que foram apresentados pelo menos 10 pedidos de reapreciação (13 em 18), Filosofia e Biologia e Geologia foram as que tiveram uma menor percentagem de melhorias: 46% e 49% respectivamente. O que se ficou a dever ao facto de estarem entre os exames com maiores valores no que respeita à manutenção das notas inicialmente atribuídas.

Em Filosofia isto aconteceu com 35% dos 26 pedidos apresentados e a Biologia e Geologia com 40% das 87 reapreciações requeridas. No total a reapreciação resultou na manutenção das notas iniciais em 247 casos (22%).

Também entre as provas com pelo menos 10 pedidos de reapreciação, as maiores percentagens de subida das notas registaram-se em Geometria Descritiva A (93%), História da Cultura e das Artes (93%), Matemática B (82%) e Matemática Aplicada às Ciências Sociais (80%).

Duas destas disciplinas, Geometria Descritiva e História da Cultura e das Artes, já tinham merecido um destaque do Ministério da Educação quando da divulgação dos resultados dos exames, porque a maioria dos alunos internos, que são os que frequentam as aulas durante todo o ano, conseguiram ficar aprovados na 2.ª fase.

A História da Cultura e das Artes, onde a média subiu de 9,6 na 1.ª fase para 11,5 na 2.ª, a taxa de aprovação foi de 91%. A Geometria Descritiva, com a média a passar de 11,4 para 12,8, ficaram aprovados 89% dos alunos internos.

A reapreciação das provas é feita pelo Júri Nacional de Exames. Para requererem esta análise, os alunos têm que indicar quais as razões para fazerem este pedido, que segundo o regulamento dos exames podem ser “de natureza científica ou de juízo sobre a aplicação dos critérios de classificação ou existência de vício processual”. Independentemente do número de itens postos em causa pelo aluno, a prova é sempre reapreciada na totalidade.

Os alunos que pedem a reapreciação podem acabar por ficar com notas mais baixas, mas deste processo não pode resultar a sua reprovação caso a classificação anterior permitisse que passassem à disciplina em causa. Na apresentação do pedido é obrigatório pagar 25 euros, que serão devolvidos nos casos em que a reapreciação resultar numa subida da nota. Quando esta se mantém igual ou desce aquela quantia fica na posse da escola em que o pedido foi feito.