Incêndio destrói "por completo" duas fábricas de calçado

Incêndio na zona industrial de Cucujães não causou feridos. No local estão ainda cerca de 60 bombeiros.

Fotogaleria
Quase 60 bombeiro foram mobilizados para debelar este incêndio Paulo Pimenta
Fotogaleria
Quase 60 bombeiro foram mobilizados para debelar este incêndio Paulo Pimenta
Fotogaleria
Quase 60 bombeiro foram mobilizados para debelar este incêndio Paulo Pimenta
Fotogaleria
Quase 60 bombeiro foram mobilizados para debelar este incêndio Paulo Pimenta
Fotogaleria
Quase 60 bombeiro foram mobilizados para debelar este incêndio Paulo Pimenta
Fotogaleria
Quase 60 bombeiro foram mobilizados para debelar este incêndio Paulo Pimenta
Fotogaleria
Quase 60 bombeiro foram mobilizados para debelar este incêndio Paulo Pimenta
Fotogaleria
Quase 60 bombeiro foram mobilizados para debelar este incêndio Paulo Pimenta

Um incêndio destruiu, esta sexta-feira, 24 de Agosto, duas fábricas de calçado na zona industrial de Cucujães, Oliveira de Azeméis, no distrito de Aveiro, disse ao PÚBLICO fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Aveiro. Não há feridos. Às 10h as chamas estavam controladas e as operações entraram na fase de rescaldo, com 60 bombeiros no local. Ainda não se sabe o que poderá ter causado o incêndio. 

O alerta para o fogo, que começou numa das fábricas, a Perfa, e alastrou à Fernando Oliveira, Lda, foi dado pelas 7h10. "Quando chegámos ao local, a fábrica estava totalmente tomada pelo fogo. Fizemos o combate dentro do possível", disse Paulo Vitória, comandante dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Azeméis, à Lusa. As duas unidades fabris, situadas na rua do Progresso, na zona Industrial do Monte Meão, ficaram "totalmente destruídas" apesar dos esforços de seis dezenas de bombeiros de várias corporações. 

Após a extinção do fogo, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Azeméis alertou para problemas com as bocas de incêndio disponíveis. "Testámos duas bocas-de-incêndio e o caudal de água era insuficiente para garantir a eficácia das manobras de combate ao fogo", afirmou à Lusa Paulo Vitória, adiantando que os bombeiros apenas utilizaram "a água dos tanques-cisterna" e tiveram que "ir abastecer ao centro da cidade", que fica a cerca de cinco quilómetros.

Contactado pela Lusa, um dos administradores da concessionária Indáqua, Pedro Perdigão, declarou: "O que posso dizer nesta altura é que não houve nenhum problema de funcionamento no abastecimento da rede de água. Pode ter havido alguma falha num marco de incêndio, mas na zona havia outros que podiam ter sido utilizados". O presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, Joaquim Jorge Ferreira, realçou que "houve sempre água", mas confirmou que "o caudal não tinha pressão correspondente à dos tanques dos bombeiros".

Para o comandante da corporação local, o problema será "responsabilidade da Indáqua", que é a entidade à qual o município de Oliveira de Azeméis concessionou a gestão da rede de água local.

O fogo destruiu matéria prima, equipamentos industriais e telhados das duas empresas, sendo que na Perfa existe a possibilidade de a placa do edifício ruir, pelo que os bombeiros ainda se encontravam no local pelo meio-dia. Segundo o presidente da Câmara Municipal, a Perfa tinha retomado a actividade há dois dias, após o período de férias colectivas, e vinha produzindo tanto para o mercado nacional como para o externo.

"Ainda agora tinha acabado uma encomenda de grande dimensão para a marca Cristina Ferreira", disse o autarca, considerando que, com este incêndio, "fica numa situação muito complicada, porque utiliza máquinas que têm que ser adquiridas no estrangeiro e isso demora". "Mas [a empresa] está determinada a reiniciar a produção logo que possível", realçou.
A empresa Fernanda Oliveira, por sua vez, ainda se encontrava inactiva por ter o respectivo pessoal em usufruto de férias, mas, segundo o presidente da Câmara, "talvez possa retomar a produção mais rapidamente porque é proprietária de outro edifício, mesmo em frente" à fábrica que hoje ardeu. Segundo o autarca e um agente de seguros no local, ambas as empresas estavam devidamente seguradas.

Questionado pelos jornalistas sobre o que terá acontecido para ter sido rápida a propagação das chamas, o comandante respondeu que "o alerta foi tardio" e o nevoeiro na zona "também não permitiu identificar o fumo". Presente no local, o presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis, Joaquim Jorge Ferreira, afirmou aos jornalistas que a Perfa emprega 15 pessoas e a Fernanda Oliveira, Lda. cerca de 80.