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Homem-Formiga e A Vespa: a união faz a força

O minúsculo super-herói da Marvel volta ao grande ecrã. “Homem-Formiga e A Vespa” estreou nos cinemas portugueses a 15 de Agosto muito bem acompanhado.
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Bem-vindo ao reino quântico. Aqui, quase não se ouve um som porque o tempo e o espaço são irrelevantes. Uma dimensão alternativa acessível apenas por energias mágicas ou por super-heróis com a incrível capacidade de encolher. Leia-se o Homem-Formiga que, três anos depois do primeiro filme, regressa para um novo capítulo com companhia. Chama-se o “Homem-Formiga e A Vespa” e convida-o para uma viagem mística pelo Universo Cinematográfico Marvel que celebra dez anos.

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Para soprar as velas, Scott Lang (Paul Rudd) volta a vestir o fato numa tentativa de equilibrar a vida pessoal e as suas responsabilidades como o menor (mas mais divertido) super-herói de toda a história. Depois de “Capitão América: Guerra Civil”, já estava na hora do Homem-Formiga lidar com as consequências das suas escolhas numa missão urgente para descobrir segredos do passado. “Porque é que o Homem-Formiga não apareceu nos Vingadores: Guerra do Infinito?”, questiona, com toda a razão. A resposta surge nesta sequela com acção, aventura e comédia q.b. onde é possível adoptar o tamanho e força proporcional de um pequeno insecto com muitas voltas a 360º, pontapés, acrobacias e efeitos especiais.

Em resumo, o aliado das formigas teve de abandonar o seu papel de herói porque foi condenado a dois anos de prisão domiciliária por ter quebrado o Tratado de Sokovia na emblemática batalha do aeroporto da franquia, em "Capitão América - Guerra Civil". Até ser confrontado por Dr. Hank Pym (Michael Douglas) para salvar a esposa Janet van Dyne (Michelle Pfeiffer) que desapareceu há 30 anos ao entrar no mundo quântico para salvar milhares de pessoas. Uma missão tão esperada que une forças para construir um túnel quântico e resgatar van Dyne do limbo, com valentes gargalhadas à mistura.

Com um fato especial que lhe dá a capacidade de diminuir em escala e, simultaneamente, aumentar em força, Lang aprende a lutar ao lado de Hope van Dyne (A Vespa, para os fãs), e a filha de Pym e Dyne. Esta é a primeira super-heroína a ser titular num filme da Marvel e a prova de que as raparigas podem mesmo fazer qualquer coisa enquanto encolhem, aumentam e ainda ganham um par de asas. Um bom motivo para um verdadeiro fã e qualquer amante de aventura do cinema acompanhar esta aventura para antecipar a continuação deste universo nos próximos filmes Captain Marvel ou, quem sabe, Vingadores 4 (previstos para Março e Abril de 2019, respectivamente).

Da união à protecção da família

Num enredo cheio de formigas, o melhor filme de super-heróis do Verão dispensa o inseticida. A culpa é do Homem-Formiga que, no meio de murros e pontapés, demonstra o seu lado mais amoroso e afectivo ao cumprir os seus deveres de pai para com a filha Cassie. Ao mesmo tempo, tem de acompanhar A Vespa no combate a inimigos comuns: um grupo de bandidos, cujo líder quer roubar a invenção que aumenta/encolhe, e a vilã instável Fantasma que sofre de distrofia molecular e precisa da tecnologia genial de Dr. Pym para se curar. Um desafio que Scott Lang tem de concretizar sem deixar que a polícia perceba que não está em casa a cumprir a pena domiciliária.

Com tantas peripécias, cinco estrelas seria pouco para classificar um filme tão energético e hilariante que brinca com as proporções e aquece o argumento com sequências de efeitos visuais de distúrbios moleculares e perseguições a alta velocidade. Um ambiente tanto ou quanto psicadélico que nos faz contar os minutos até ao próximo jogo de encolhe e aumenta, pequeno e grande, minúsculo e gigante pelas ruas de São Francisco. Sem se levar muito a sério, o “Homem-Formiga e a Vespa” é a prova de que os super-heróis são divertidos e também erram como nós.

O blockbuster deste Verão

A película, produzida pela Marvel Studios, tem um argumento assinado por Chris McKenna, Erik Sommers, Paul Rudd, Andrew Barrer e Gabriel Ferrari com produção de Kevin Feige. Uma adaptação de banda desenhada que introduziu, pela primeira vez, o brilhante cientista Dr. Hank Pym e o seu alter ego Homem-Formiga na publicação “Tales to Astonish #27” em 1962. A sequela cinematográfica chega agora ao grande ecrã e não desiludiu com tamanha energia e sentido de humor.

São 118 minutos onde a união faz a força e onde, agora, até os objectos encolhem e aumentam de tamanho mesmo sem fato de super-herói — carros e prédios incluídos. Um pequeno spoiler que torna o filme realizado por Peyton Reed ainda mais imperdível do que o primeiro que, por si só, foi um sucesso de bilheteira. A juntar à lista, as actuações de nomes brilhantes como Michael Peña, Walton Goggins, Bobby Cannavale e Judy Greer já são razões suficientes para reservar um lugar na primeira fila num cinema perto de si.

Até lá, teste os seus conhecimentos em relação ao Homem-Formiga.