Paredes de Coura: há sempre o próximo mergulho

Paulo Pimenta
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Os olhares suspensos num corpo em queda livre. Os corpos dobrados, a avaliar a profundidade do rio Coura. Os corpos esticados, já entregues ao salto. O amigo que empurra o outro, numa transferência de coragem. O rapaz que carrega a rapariga ao colo. A rapariga que não larga o pescoço do rapaz até se afundar no rio. As gargalhadas do grupo que observa tudo deitado em bóias insufláveis, completamente seco. A subida até ao cimo de uma árvore, de uma prancha, de uns ombros. Os segundos de indecisão. "Atira-te!" Os músculos a enrijecer no primeiro contacto com a água. Os palavrões, gritos de protesto contra a baixa temperatura da água. A subida ávida até à tona. E as braçadas rápidas até terra. "Olha, dá tempo para mais um mergulho?"

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