Criada plataforma para exigir melhores acessibilidades e transportes

Manifesto é subscrito por grupo de 85 pessoas que inclui dirigentes de organizações empresariais, de entidades públicas e privadas e de movimentos de cidadania, além de cidadãos "empenhados".

grupo pede maus investimento na ferrovia no Alentejo
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grupo pede maus investimento na ferrovia no Alentejo Nuno Ferreira Santos

Dezenas de pessoas criaram uma plataforma para exigir ao Governo a concretização de projectos nas áreas das acessibilidades e dos transportes rodoviários e ferroviários que consideram fundamentais para o desenvolvimento sustentável do Alentejo, foi esta segunda-feira anunciado.

Trata-se da Plataforma Alentejo "Estratégia Integrada de Acessibilidade Sustentável do Alentejo nas ligações Nacional e Internacional", que tem como primeiros subscritores 85 pessoas, entre dirigentes de organizações empresariais, entidades públicas e privadas e de movimentos de cidadania, além de cidadãos "civicamente empenhados".

O objectivo é "juntar o maior número de entidades, movimentos cívicos e cidadãos" para "exigir um conjunto de projectos no domínio das acessibilidades e dos transportes que são prioritários para o Alentejo", explicou à agência Lusa Filipe Pombeiro, um dos subscritores e presidente da Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral.

Actualmente, lembrou, estão a ser discutidos dois programas importantes, o Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT) e o Programa Nacional de Investimentos (PNI) 2030, nos quais os projectos que a plataforma exige "não estão previstos". Os subscritores da plataforma defendem a sua inclusão porque "são investimentos fundamentais para o desenvolvimento sustentável e para o futuro do Alentejo", argumentam.

Segundo Filipe Pombeiro, a plataforma, que está aberta a novos subscritores, lançou uma petição pública para apresentar aos governantes os projectos que considera serem "prioridades" e "fundamentais" para o desenvolvimento sustentável e a coesão social, territorial, ambiental e energética do Alentejo.

Os subscritores tiveram "a preocupação de definir um conjunto de investimentos que consideram prioritários e basilares" para o Alentejo, "o que não quer dizer que outros projectos previstos para a região e que estão inscritos na reprogramação do Portugal 2020 e naqueles dois programas são sejam importantes ou que não existem outros eixos importante", frisou.

Ao nível da rede ferroviária do Alentejo, a plataforma exige a inscrição no PNPOT da ligação Sines-Caia passando por Beja e "beneficiando" a exploração ferroviária de via dupla não convencional entre Sines-Ermidas-Ourique/Funcheira e entre Beja-Casa Branca/Évora-Elvas/Caia-Portalegre-Abrantes e com terminais de mercadorias em Vendas Novas, Évora e na zona de Estremoz.

A plataforma também exige a inscrição no PNI2030 de investimentos que considera "prioritários" e de "interesse nacional", nomeadamente a electrificação e a modernização das ligações Sines-Ermidas-Ourique/Funcheira, Beja-Casa Branca/Évora-Caia-Portalegre-Abrantes. Também exige a electrificação e a modernização da Linha Ferroviária do Alentejo e dos ramais "fundamentais" para transporte das matérias-primas das minas de Neves-Corvo (Castro Verde) e de Aljustrel.

Ao nível da rede rodoviária, a plataforma reivindica a conclusão da construção da A26 até Beja, equacionando a beneficiação do troço entre Beja e Vila Verde de Ficalho "no mínimo em perfil" de itinerário principal, e a abertura "de imediato" ao trânsito do troço "há muito concluído" entre o nó Grândola Sul da A2 e o sítio da Malhada Velha, no concelho de Ferreira do Alentejo, distrito de Beja.

A plataforma exige ainda o início das obras de requalificação e beneficiação do troço do IP2 entre a A6 em Estremoz, distrito de Évora, e o Nó de Nisa da A23, já no distrito de Portalegre, valorizando todas as intersecções urbanas existentes ao longo do traçado.
 

Exige igualmente a criação de condições para "o normal e bom funcionamento" do aeroporto de Beja, através da "regular circulação de passageiros e mercadorias" e da sua inserção no cluster aeronáutico do Alentejo. Segundo a plataforma, o aeroporto alentejano deve ser considerado como "parte do sistema aeroportuário nacional" e "complementar" aos aeroportos de Faro e das vizinhas regiões espanholas de Andaluzia e Estremadura.