Putin e Merkel reúnem-se para falar da Síria, da Ucrânia e do gás

A chanceler alemã avisou que não são de esperar grandes resultados deste encontro, que se realiza num palácio nos arredores de Berlim.

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Merkel e Putin reúnem-se regularmente, embora seja difícil ultrapassarem as suas diferenças CLEMENS BILAN/EPA

Vladimir Putin e Angela Merkel reúnem-se este sábado em Berlim para discutir os conflitos na Ucrânia e na Síria, bem como o gasoduto Nord Stream 2, que muito tem irritado os Estados Unidos. Questões relativas aos direitos humanos, nestas duas guerras, e o acordo nuclear com o Irão, do qual os Estados Unidos se retiraram, estão igualmente na agenda, explicou a chanceler alemã, ao receber o Presidente russo.

Putin chega a Berlim depois de ter estado na festa de casamento da ministra dos Negócios Estrangeiros austríaca Karin Kneissl, ao fim da manhã – levou um ramo de flores e dançou com ela. O convite da ministra independente mas que deve o seu lugar no Governo ao Partido da Liberdade (extrema-direita) gerou grande polémica, com muitos críticos a afirmarem que a Áustria perdeu credibilidade em termos diplomáticos.

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Putin dançou com a ministra dos Negócios Estrangeiros austríaca no seu casamento Roland Schlager/REUTERS

A formação de extrema-direita é uma das muitas na Europa que tem acordos de cooperação com o Rússia Unida, de Putin, mas negou sempre qualquer tipo de financiamento. Em Junho, Putin tinha visitado Viena, que se tornou uma das raras capitais europeias que recebe o Presidente russo, num momento conturbado das relações da UE com Moscovo.

Neste momento, Viena assume a presidência rotativa da União Europeia e um dos objectivos para estes seis meses foi apresentar-se como “uma ponte entre o Leste e o Ocidente”, com o objectivo de “manter abertas as linhas de comunicação” com Moscovo.

Antes da chegada do Presidente russo, Merkel tinha tentado reduzir as expectativas quanto às negociações, que decorrem no palácio de Meseberg, perto de Berlim. Frisou que os dois governos permanecem “em diálogo permanente” sobre os desafios comuns. “Trata-se de uma reunião de trabalho, da qual não se esperam nenhuns resultados específicos”, disse a chanceler.

A última vez que os dois líderes se reuniram foi em Maio, em Sochi, e foi muito difícil ultrapassarem as suas diferenças.