“Ano zero” da liga sub-23 arranca com 14 equipas

A 1.ª jornada da Liga Revelação começará a ser disputada neste sábado. De fora ficaram clubes como o FC Porto ou o Boavista.

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A adesão dos clubes da I Liga não foi total, mas a primeira edição da Liga Revelação, competição para jogadores do escalão de sub-23, arranca neste sábado com a realização de seis dos sete jogos da 1.ª jornada da prova. As 14 equipas que participam na competição defrontar-se-ão numa primeira fase num campeonato a duas voltas, sendo que os seis primeiros apuram-se para uma segunda fase onde será definido o campeão. Segundo José Couceiro, director técnico nacional, com este campeonato a FPF pretende "criar riqueza para o futebol português".

De fora ficaram clubes como o FC Porto ou o Boavista, mas Académica, Cova da Piedade, Desp. Aves, Feirense, Estoril, Marítimo, Belenenses, Portimonense, Rio Ave, Benfica, Sp. Braga, Sporting, V. Guimarães e V. Setúbal serão os pioneiros do “ano zero” da Liga Revelação. “Este ano será de intensa análise e diálogo com os clubes", podendo acontecer que em 2019-20 "o quadro competitivo seja diferente, assim como as regras", admite José Couceiro.

Com regras que não são iguais para todos – os clubes que não tiveram equipas B em provas profissionais em 2017-18 terão, obrigatoriamente, que ter quatro jogadores entre os 21 e os 23 anos e dois acima do escalão sub-23 na ficha de jogo -, a 1.ª jornada abrirá neste sábado com cinco jogos às 11h00 (Marítimo-V. Guimarães, V. Setúbal-Sporting, Feirense-Rio Ave, Sp Braga-Benfica e Belenenses-Cova Piedade), sendo que o Estoril-Portimonense terá o seu início uma hora mais tarde. A ronda inaugural fecha no domingo, a partir das 17h00, com o Desp. Aves-Académica. Os encontros serão transmitidos pela TVI24 e em streaming no site da FPF.

"Esperamos que este seja o campeonato em que vão explodir as revelações do futebol português. O objectivo essencial é criar uma plataforma de desenvolvimento do jogador. Se isso acontecer, poderemos esperar que esses futebolistas comecem a chegar à I Liga, possam estar em algumas selecções nacionais e ser nomes relevantes no mercado, contribuindo para o equilíbrio dos clubes portugueses", afirma José Couceiro.