Governo não vai pedir à Web Summit que retire convite a Le Pen

Ministério da Economia diz que não tem intervenção na selecção dos oradores.

 Le Pen faz parte de uma lista onde estão os comissários europeus Margrethe Vestager e Carlos Moedas
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Le Pen faz parte de uma lista onde estão os comissários europeus Margrethe Vestager e Carlos Moedas Reuters/PASCAL ROSSIGNOL

A presença da política de extrema-direita francesa Marine Le Pen no próximo Web Summit deverá ser para manter, uma vez que o Governo não vai pedir à organização que retire o convite. A participação da líder da Frente Nacional na conferência não é consensual e gerou uma onda de críticas por parte de políticos e de organizações anti-racismo. Rapidamente, a organização prontificou-se a justificar a escolha de Le Pen e disponibilizou-se a cancelar o convite caso fosse essa a vontade do Governo português, país anfitrião do evento. 

Esta quarta-feira, numa nota enviada à TSF, e depois de tentativas de contacto do PÚBLICO, o Ministério da Economia respondeu que: "estando, pelo seu impacto, empenhado no acolhimento deste evento privado, não tem, como em outros eventos, intervenção na selecção de oradores".

Na terça-feira, a organização defendeu o convite, explicando que "a Web Summit é um fórum de debate e discussão de muitos pontos de vista, não uma plataforma político-partidária para um único ponto de vista”.

A Web Summit, que decorrerá em Novembro em Lisboa, é um dos maiores eventos de tecnologia do mundo, mas tornou-se nos anos recentes também num fórum de ideias que reúne políticos, governantes e personalidades de fora do sector tecnológico.