Ambiente

Lisboa, Odivelas e Oeiras já têm planos de acção para ruído, Porto nem mapa tem

Porto tinha a obrigação de ter pelo menos um mapa de ruído, mas ainda não o fez.
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O município do Porto é o único dos seis com obrigação de ter mapa que não o fez Martin Henrik

O Porto é a única das seis cidades que têm obrigação de apresentar mapas dos níveis de ruído que não o fez, enquanto Lisboa, Odivelas e Oeiras já avançaram planos para corrigir as situações que ultrapassam os limites

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"Todos os municípios abrangidos, com excepção do Porto, têm já os seus mapas estratégicos de ruído reportados à Comissão Europeia", refere a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Actualmente, são seis os municípios que, com base na sua dimensão, estão obrigados a apresentar mapas estratégicos de ruído: Amadora, Lisboa, Matosinhos, Odivelas, Oeiras e Porto.

Sempre que o mapa de ruído identifique zonas onde os limites são ultrapassados, devem ser elaborados planos de acção com medidas para resolver a situação. Estes documentos podem incluir igualmente acções preventivas para evitar a degradação do meio acústico.

Além daquelas cidades, também devem elaborar mapas e planos de acção os aeroportos de Lisboa e Porto, assim como as infra-estruturas rodoviárias (553 troços) e ferroviárias com determinada dimensão.

A entidade competente para elaborar mapas estratégicos de ruído das grandes infra-estruturas de transporte aéreo é a ANA - Aeroportos de Portugal e "já apresentou os mapas devidos", refere a APA à agência Lusa.

No que respeita às grandes infra-estruturas de transporte rodoviários são as respectivas concessionárias que têm aquela função e todas já submeteram parte ou a totalidade dos mapas devidos, acrescenta a entidade tutelada pelo Ministério do Ambiente.

Entre as localidades, segundo a APA, "foram reportados três planos de acção, pelos municípios de Lisboa, Odivelas e Oeiras", enquanto para os aeroportos foram apresentados os dois planos, correspondentes às instalações de Lisboa e Porto.

Relativamente às grandes infra-estruturas de transporte rodoviário, até agora a APA recebeu 140 planos de acção em conformidade com as regras, o que representa cerca de 25% do total.

"As grandes infra-estruturas de transporte ferroviário ainda não submeteram à APA qualquer plano de acção", aponta a entidade.

O limiar crítico de ruído durante a noite, entre as 23h e as 7h, é de 55 decibéis.

A exposição a níveis de ruído elevados pode provocar distúrbios do sono, doenças cardiovasculares, perda da produtividade no trabalho e no desempenho no trabalho.

Os últimos dados disponíveis no sítio da internet da APA referem-se a Julho de 2017 e apontam para a existência de 429.670 pessoas expostas a níveis de ruído superiores a 55 decibéis, à noite.