Alarcón vence a Volta a Portugal pelo segundo ano consecutivo

O espanhol ficou em terceiro no contra-relógio disputado em Fafe, que marcou o final da prova.

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Raúl Alarcón liderou a Volta desde a 3ª etapa. LUSA/NUNO VEIGA

Vestiu a camisola amarela na terceira etapa e nunca mais a largou nas sete etapas seguintes. Foi um domínio total de Raul Alarcón (W52-FC Porto) que confirmou, neste domingo, o favoritismo que reincidiu sobre si antes do início da 80.ª Volta a Portugal e venceu a prova pelo segundo ano consecutivo.

O espanhol completou o contra-relógio individual da 10.ª etapa, em Fafe, com o tempo de 25m51s, ficando no terceiro posto. O mais rápido do dia foi Vicente De Mateos (Aviludo-Louletano) a registar 25m17s, conseguindo assim a sua terceira vitória em etapas nesta Volta, o que faz com fique empatado com Alarcón neste registo.

A W52-FC Porto pode estar muito feliz, não só porque viu o seu líder conquistar outra Volta a Portugal, mas porque venceu também a classificação por equipas, saltando para a frente do Sporting-Tavira com uma vantagem de 1m54s. Pode-se dizer que os portistas não tinham um plano B caso Alarcón tivesse um dia mau, mas não será uma premissa justa para concluir que este ano estavam mais fracos. Foi notório o esforço que os colegas do vencedor da prova fizeram, como por exemplo na subida à Sra. da Graça.

No final, Alarcón disse estar sem palavras e mandou um recado aos que disseram que a W52-FC Porto estava mais fraca este ano, uma narrativa repetida por várias vezes. "É verdade que a equipa esteve bem. Estivemos a trabalhar muito. Por vezes, falaram que a equipa não estava bem e uma vez mais demonstrámos que sim, que estávamos bem, estávamos unidos e que hoje conquistámos mais uma Volta todos juntos", afirmou o ciclista de 32 anos, natural de Alicante.

O "todos juntos" de Alarcón não é por acaso. No "top-10" da classificação da 10.ª etapa ficaram cinco ciclistas da W52-FC Porto: João Rodrigues (2.º), Alarcón (3.º), Ricardo Mestre (5.º), Gustavo Veloso (7.º) e António Carvalho (9.º). Rui Vinhas, que ficou em 76.º, cruzou a meta a benzer-se e afirmou que o esforço que fez depois da queda sofrida na quinta etapa suplanta a sua vitória de 2016: "Acho que é mais importante esta Volta do que a de 2016, que eu ganhei. Sofri bastante mais nesta”.

Jóni Brandão esteve muito tempo a tentar alcançar Alarcón, acabou mesmo por ficar no segundo lugar da geral e com o título de Melhor Português. 

De Mateos venceu a última etapa e também garantiu a vitória na classificação por pontos, ficando com 155, mais 40 do que Alarcón, que ficou em segundo.

O vencedor da classificação da juventude foi Xuban Errazkin (Vito Feirense), com um tempo final de 41h25m25s.