Espírito Santo e Marco Silva empatam na partida mais portuguesa da Premier League

O Wolverhampton esteve duas vezes em desvantagem mas conseguiu reagir ao Everton e somar o primeiro ponto neste regresso ao primeiro escalão.

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Marco Silva e Nuno Espírito Santo Reuters/CRAIG BROUGH

Nunca uma partida da Premier League foi tão portuguesa como a recepção do Wolverhampton ao Everton, ontem, na ronda inaugural da prova. Dois técnicos nacionais nos bancos e cinco jogadores portugueses no “onze” titular dos “wolves”, que chegaram a ser seis no segundo tempo. O resultado foi uma partida emotiva que terminou com dois golos para cada lado.

Quando Nuno Espírito Santo e Marco Silva se defrontaram pela primeira vez em Portugal, ao serviço do Rio Ave e Estoril, estariam longe de imaginar que se encontrariam seis anos depois na mítica competição britânica. Nas quatro partidas do campeonato nacional dividiram os triunfos e voltaram a deixar tudo empatado na Liga inglesa.

Acabado de regressar ao primeiro escalão, depois da despromoção na temporada de 2011-12, o Wolverhampton de Espírito Santo manteve e reforçou a aposta em atletas portugueses que contribuíram para a conquista do último Championship (II Liga). 

A Rúben Neves, Hélder Costa, Diogo Jota e Rúben Vinagre juntaram-se os campeões europeus de 2016 Rui Patrício e João Moutinho. Ontem, só o jovem Vinagre, que se sagrou recentemente campeão europeu de sub-19, ficou de fora da equipa inicial, mas foi chamado à partida aos 76’. Outro titular que acabaria por ser fundamental para o resultado final foi o ex-benfiquista Raúl Jiménez.

Mas a grande figura da equipa de Nuno Espírito Santo foi Rúben Neves. O antigo médio do FC Porto, de 21 anos, apontou um grande golo na cobrança de um livre em cima do intervalo, quando os “wolves” perdiam por 1-0 e voltou a destacar-se aos 80’, quando assistiu Jiménez para o 2-2 final.

Recuando a fita, o Everton entrou bem na partida e chegou à vantagem aos 17’, quando o brasileiro Richarlison — que Marco Silva trouxe consigo do Watford — iniciou uma estreia de sonho no conjunto de Liverpool. Após um livre lateral, a bola acabou por sobrar para o atacante que bateu pela primeira vez Rui Patrício.

Os problemas do Everton chegaram aos 41’, com a expulsão do veterano defesa Phil Jagielka, após ter ceifado Diogo Jota à entrada da área. O livre que se seguiu abriu o palco a Rúben Neves e complicou e muito as contas a Marco Silva.

Após o intervalo, o Wolverhampton procurou aproveitar a superioridade numérica, pressionando o adversário, mas foi perdendo fulgor, permitindo a construção ofensiva do adversário. Após duas tentativas falhadas dos visitantes, voltou a brilhar a estrela de Richarlison, após um lançamento lateral, que resultou num remate colocadíssimo do brasileiro ao poste mais distante, sem hipóteses para Patrício.

Valeu aos “wolves” novamente a pontaria de Neves, com um cruzamento teleguiado para a cabeça de Jiménez.

Nas restantes partidas do dia, o Chelsea foi ao terreno do Huddersfield vencer por 3-0 , na estreia na prova do técnico italiano Maurizio Sarri. O Fulham perdeu em casa com o Crystal Palace, por 2-0, e o Cardiff foi derrotado no terreno do Bournemouth, igualmente por 2-0. Já o Watford bateu o Brighton, por 2-0, com dois golos do argentino Roberto Pereya. O Tottenham estreou-se na edição 2018-19 com um triunfo no terreno do Newcastle, por 2-1.