PCP: Eventual saída do chefe do Exército devia ter sido há um ano

O comunista Rui Fernandes lembrou que o chefe do estado-maior do Exército termina o seu mandato em Abril, "no tempo próprio".

Rovisco Duarte, chefe do Estado-Maior do Exército (CEME)
Foto
Rovisco Duarte, chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) Rui Gaudencio

O assalto em Tancos fez um ano há pouco mais de um mês, mas não está esquecido. O dirigente comunista Rui Fernandes afirmou esta sexta-feira que a eventual saída do posto do chefe do estado-maior do Exército (CEME), após a polémica do desaparecimento de material militar em Tancos, a ocorrer, devia ter acontecido há um ano.

"O CEME termina o seu mandato em Abril. Por conseguinte, creio que acabará no tempo próprio. Se alguma coisa mais haveria de ter sido feita, teria sido há um ano, por iniciativa do próprio ou do Governo", afirmou, em conferência de imprensa sobre assuntos relacionados com as Forças Armadas, na sede partidária de Lisboa, questionado acerca da manutenção no posto do general Rovisco Duarte.

Em Junho de 2017 foi noticiado o desaparecimento de diversas armas e explosivos dos paióis nacionais de Tancos. Mais tarde, a Polícia Judiciária Militar recuperou o material de guerra na zona da Chamusca, mas têm existido versões contraditórias sobre se todos os itens foram ou não encontrados.

"A hipótese [de continuidade], em tese, há sempre, mas atendendo até ao facto de, de uma forma que, enfim, não está muito clara - no sentido da explicação e justificação -, de ainda recentemente o Presidente da República ter condecorado o vice-CEME, penso que essa hipótese da renovação estará mais arredada", completou Rui Fernandes.