Dupla em Monchique: Costa em reuniões, Presidente no terreno

António Costa já foi para a zona ardida de Monchique, segue-se Marcelo Rebelo de Sousa

Primeiro-ministro à chegada ao Algarve
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Primeiro-ministro à chegada ao Algarve LUSA/LUIS FORRA
António Costa com o autarca de Monchique
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António Costa com o autarca de Monchique LUSA/LUIS FORRA

O primeiro-ministro, António Costa, seguiu esta sexta-feira com mais governantes para o Algarve para se reunir com autarcas dos concelhos afectados pelo incêndio de Monchique e começar a tratar de questões relacionadas com a avaliação e reconstrução. O Presidente da República, de acordo com nota publicada no site da Presidência, também vai ao terreno, no sábado, para visitar área ardida em Monchique, Portimão e Silves na companhia de autarcas dessas zonas.

As visitas das altas individualidades do Estado foram concertadas nos dias que as antecederam e a ideia era que cada um dos intervenientes se focasse em questões diferentes, numa espécie de "divisão de tarefas".

"Dominado o fogo na área de Monchique, Portimão e Silves, e efectuada a avaliação pelo senhor primeiro-ministro e vários ministros, o Presidente da República considera estarem preenchidas as condições para seguir para o Algarve e visitar amanhã, sábado 11 de Agosto, a área atingida pelos fogos", lê-se numa nota publicada no site da Presidência da República. 

Marcelo Rebelo de Sousa atrasou das 17h30 para as 19h a reunião em Almancil, Loulé, distrito de Faro, com associações que se opõem à prospecção de petróleo no Algarve para se deslocar aos locais afectados pelo fogo, que lavrou durante uma semana, destruiu quase 27 mil hectares e fez 41 feridos.

À chegada a Monchique, esta sexta-feira, António Costa reconheceu que pode ter havido excessos das autoridades a evacuar zonas afectadas pelo incêndio de Monchique, mas reiterou a importância de o fogo ter sido dominado sem vítimas mortais.

"Pode ter havido aqui ou ali algum exagero, poderá ter havido, se houver haverá com certeza meios para actuar, mas agora, globalmente, aquilo que é absolutamente essencial sublinhar é que, perante a gravidade do incêndio — e em que todos os jornalistas estiveram aqui a testemunhar e através de vós todos os portugueses puderam ver, com 'n' aldeias, povoações e casas ameaçadas — não ter havido perdas de qualquer vidas humanas é um bem que é absolutamente essencial", afirmou António Costa à chegada à Câmara de Monchique.

O primeiro-ministro insistiu que a "prioridade das prioridades obviamente é a salvaguarda de um bem irreparável e inestimável que é a vida humana" e considerou que o facto de se ter "garantido que ninguém tenha morrido é absolutamente extraordinário e um resultado positivo". Com Lusa