Mourinho inicia a época a ganhar, tal como manda a tradição

Manchester United recebeu e venceu o Leicester City, que teve Adrien Silva e Ricardo Pereira, na primeira jornada da Premier League. Em França, o troféu de campeão do mundo deu confiança ao Marselha

Mourinho somou os primeiros três pontos
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Mourinho somou os primeiros três pontos LUSA/PETER POWELL

A Premier League 2018-19 começou da melhor maneira para José Mourinho, que apesar de ter visto o Manchester United atravessar momentos de algum desconforto, entrou a ganhar. A jogarem em casa frente ao Leicester City, no jogo inaugural do campeonato inglês, os “red devils” impuseram-se (2-1) com golos de Pogba, numa grande penalidade logo a abrir a partida, e de Luke Shaw, nos últimos minutos do encontro. A reacção dos visitantes, que foram superiores durante algumas fases do jogo, não deu para mais do que reduzir a desvantagem, já no período de compensação.

Não há muito que se possa fazer contra a história: numa tradição com quase duas décadas, José Mourinho voltou a superar o primeiro compromisso da temporada. Segundo a empresa de estatística desportiva Opta, nunca nos seus 18 anos de carreira o treinador português iniciou uma época a perder – 11 vitórias e sete empates nas épocas iniciadas ao comando da U. Leiria (1), FC Porto (2), Chelsea (7, em duas passagens pelo clube), Inter de Milão (2), Real Madrid (3) e Manchester United (3, já contando com a actual).

Apesar das queixas relativamente à falta de ambição dos dirigentes do Manchester United, que não contrataram os futebolistas que pretendia, no regresso a Old Trafford José Mourinho apostou no reforço Fred para o “onze” titular e deu a braçadeira de capitão a Pogba. E o francês, campeão do mundo na Rússia, precisou de pouco tempo para fazer jus ao seu novo estatuto. Tinha passado pouco mais de um minuto e o árbitro da partida assinalava penálti para os “red devils”: Amartey tocou a bola com a mão e Pogba não perdoou, atirando fora do alcance de Schmeichel.

O Leicester City, que teve de início Adrien Silva e Ricardo Pereira, contratado ao FC Porto (e inicialmente a jogar como extremo, a fazer de Mahrez, que foi transferido para o Manchester City), não se deixou abalar pelo golo precoce. Os “foxes” cresceram na partida, dominaram a posse de bola (chegaram a roçar os 60%), e empurraram o Manchester United para o meio-campo defensivo – só que não tiveram a eficácia necessária para restabelecer a igualdade. Na situação mais perigosa, Ricardo Pereira encontrou Maddison, cujo remate potente foi contrariado por De Gea (29’).

A segunda parte trouxe maior equilíbrio, ainda que os visitantes não tenham deixado de dar trabalho. Aos 75’ Luke Shaw não foi rápido a afastar, Jamie Vardy recuperou a bola e cruzou para a área, onde Demarai Gray correspondeu de pé direito, mas o guarda-redes espanhol voltou a dizer presente. Na resposta, Lukaku esteve perto do 2-0, mas o remate sofreu um desvio em Schmeichel e saiu por cima.

Em jeito de redenção pelo calafrio que tinha provocado, Luke Shaw foi depois à área oposta fazer o golo que deu maior conforto ao Manchester United. Após assistência de Mata, Shaw passou por Ricardo Pereira e depois fez o 2-0. Mas ainda não era o final da partida. O Leicester City não se deu por derrotado e, já no período de compensação, Vardy reduziu a desvantagem: a assistência foi de Ricardo Pereira. A bola inicialmente tocou no poste da baliza de De Gea, deixando o guarda-redes sem reacção. Vardy, oportuno, aproveitou o ressalto para emendar de cabeça.

Tal como em Inglaterra, também em França o campeonato teve início nesta sexta-feira. O Marselha recebeu e goleou o Toulouse (4-0), numa demonstração de força para a concorrência. Antes do apito inicial o Vélodrome viu o troféu de campeão do mundo conquistado pela selecção francesa em Moscovo, e os marselheses Mandanda, Rami e Thauvin foram distinguidos pelo clube.

Era o incentivo que a equipa de Rudi Garcia precisava. O Toulouse resistiu quase até ao intervalo, quando Payet, de penálti, fez o 1-0. A segunda parte teve sentido único, com o “bis” de Payet e os golos de Germain e Thauvin.