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Cidade na Austrália põe redes nas saídas de canos para reter o lixo

Uma cidade na Austrália está a testar a instalação de redes que prendem o lixo que sai dos tubos de drenagem, de forma a impedir a contaminação de uma reserva natural. O teste "foi um sucesso" (até no Facebook) e a câmara já está a pensar em novas localizações.

A cidade de Kwinana, na Austrália, está a testar uma solução que permite diminuir as descargas de lixo dos sistemas de drenagem: instalou redes nas saídas dos canos que prendem o lixo, impedindo-o de sair do tubo.

O sistema foi montado em Março, em duas localizações da reserva de Henley, próxima de zonas residenciais. Pretende prevenir que resíduos sólidos, de dimensões médias, oriundos das zonas residenciais e transportados pelas águas das chuvas acabem por contaminar a reserva natural.

Desde aí, as duas redes foram limpas três vezes. Foi recolhido um total de 370 quilogramas de lixo, maioritariamente “embalagens de comida, garrafas, areia e folhas de árvores”, lê-se no portal de notícias da câmara. O lixo recolhido por camiões é transportado para uma central de separação que também processa os resíduos biodegradáveis, transformando-os em adubo.

Até à data, nenhum animal ficou preso nas redes, que tiveram um custo total, da instalação à manutenção, de 20 mil euros. Espera-se que a iniciativa “poupe custos relacionados com a recolha do lixo espalhado na reserva, que antes era feita à mão”.

Nestes primeiros cinco meses, o teste focou-se em áreas “onde os canos de drenagem fazem a descarga em espaços públicos abertos e em reservas”. E foi “um sucesso”, pelo que já foram identificadas mais três localizações onde as redes poderiam ser instaladas. O projecto vai agora ser proposto para o orçamento de 2019/2020.

A câmara partilhou a medida no Facebook, a 4 de Agosto, e a imagem de uma rede cheia de lixo já foi partilhada mais de 125 mil vezes. A “atenção internacional” que o projecto agarrou, escreveu depois a mayor Carol Adams, “só mostra o quão importante é para os governos começarem a focar-se em iniciativas ambientais” e “perceberem que pequenas acções podem ter grandes impactos”.