Torne-se perito

Deputado detido por suspeita de ter participado em alegado atentado contra Maduro

O líder venezuelano acusou o deputado Juan Requesens de estar envolvido no atentado falhado de sábado.

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Nicolás Mduro numa conferência na terça-feira LUSA/MIRAFLORES PRESS OFFICE / HANDOU
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Seguriam-se manifestações de apoio ao Presidente LUSA/Miguel Gutierrez
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Sete militares ficaram feridos no incidente Reuters/HANDOUT
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Nicolás Maduro pouco antes de se ouvir a explosão, no sábado Reuters/HANDOUT
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O palanque presidencial no momento das explosões Reuters/HANDOUT

O partido Primeiro Justiça (PJ), da oposição na Venezuela, denunciou esta quarta-feira que funcionários do Serviço Bolivariano de Inteligência (SEBIN, serviços secretos) detiveram na terça-feira um deputado, Juan Requesens, acusado pelo Presidente Nicolás Maduro de ter estado envolvido num alegado atentado de que foi alvo o chefe de Estado. Além do deputado, foi detida uma irmã dele, Rafaela Requesens, presidente da Federação de Centros Universitários da Universidade Central da Venezuela. "O regime é responsável pelo que lhes aconteça", afirma o partido, numa mensagem no Twitter.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro acusou terça-feira o deputado Juan Requesens de estar envolvido no suposto atentado falhado de sábado contra ele. Analistas e comentadores questionam a versão oficial dos acontecimentos. O governo de Caracas diz que dois drones explodiram perto do palanque onde o Presidente se encontrava e que a carga explosiva se destinava a atacá-lo. Porém, nem toda a gente acredita nesta versão, mas fosse qual fosse a realidade, alguns analistas previam que o episódio fosse usado para endurecer o regime, fazer purgas no exército e concentrar o poder do Governo.

Juan Requesens participou numa sessão do parlamento venezuelano (onde a oposição detém a maioria) durante a qual denunciou a alegada perseguição política do regime contra um outro deputado, José Manuel Olivares, e a família.

"Recuso render-me, a ajoelhar-me perante os que querem quebrar-nos a moral. Olivares teve que tirar a família do país, como fizeram tantos outros", afirmou Juan Requesens, durante a sessão.

José Manuel Olivares e a família deixaram a Venezuela a 23 de Julho, depois de este ter revelado que a mulher tinha recebido ameaças.

No sábado, duas explosões que as autoridades dizem ter sido provocadas por dois drones (aviões não tripulados) obrigaram o Presidente da Venezuela a abandonar rapidamente uma cerimónia de celebração do 81.º aniversário da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar).

O acto, que decorria na Avenida Bolívar de Caracas (centro), estava a ser transmitido em simultâneo pelas rádios e televisões venezuelanas. No momento em que Nicolás Maduro anunciava que tinha chegado a hora da recuperação económica ouviu-se uma das explosões.

Sete militares ficaram feridos e, segundo as autoridades, foram detidas seis pessoas por suspeita de envolvimento.

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