Júlio Pereira leva os sons do cavaquinho à Womex 2018

Os sons de Praça do Comércio estarão na Womex, que este ano se realiza em Espanha. Júlio Pereira é o primeiro português na lista de participantes.

Foto escolhida pela Womex para anunciar a participação de Júlio Pereira no festival
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Foto escolhida pela Womex para anunciar a participação de Júlio Pereira no festival ANTÓNIO GAMITO

O músico e compositor Júlio Pereira é, até agora, o único nome português na lista de participantes na Womex, que este ano se realiza em Las Palmas, Espanha, entre 24 e 28 de Outubro. A Womex (World Music Expo), feira internacional que pretende reflectir, ano a ano, o que se vai fazendo no âmbito da música de cariz regional ou étnico, anunciou já meia centena de nomes para a edição deste ano, numa lista que, seguindo a ordem alfabética, vai de Ana Alcaide (Espanha) e Wael Alkak (Síria, França).

Júlio Pereira, com inúmeros trabalhos no activo, lançou em Setembro de 2017 o seu mais recente e 22.º disco, Praça do Comércio, que lhe valeu este ano o Prémio Pedro Osório, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), por este ser “um excelente exemplo do valor do instrumento [o cavaquinho] e do muito que com ele pode ser feito, havendo agora dezenas de novos executantes e construtores em todo o país.”

Multi-instrumentista, com discos gravados onde toca cavaquinho, braguinha, viola, viola braguesa, bandolim ou bouzouki, Júlio Pereira é também presidente da Associação Cultural Museu Cavaquinho, que tem por missão “documentar, preservar e promover a história e a prática do cavaquinho”, bem como dos seus “parentes” pelo mundo. Que não têm bem o mesmo som, como diz Júlio ao PÚBLICO, residindo aí grande parte da sua atractividade: “Levar o cavaquinho a qualquer sítio do mundo é sempre fantástico, porque é uma novidade muito grande. Nesta família das pequenas violas em forma de oito, o som que é conhecido (na América do Sul, na Europa ou nos Estados Unidos) é sempre associado às cordas de nylon, portanto a um som quente. E o nosso cavaquinho é quase o oposto, é uma coisa completamente diferente, de alegria, de vivacidade.”

“Sempre que tocamos no estrangeiro, o cavaquinho é um instrumento do agrado das pessoas”, conclui Júlio. E a Womex, onde tocará a 26 de Outubro, é mais um palco de relevo. Com Júlio Pereira (cavaquinho), estarão na World Music Expo de 2018 Sandra Martins (violoncelo), Pedro Dias (guitarra portuguesa) e Miguel Veras (viola).