Arquitectura

DGArtes abre concurso para escolher projecto português na Bienal de Arte de Veneza

O montante total disponibilizado pela Direcção-Geral das Artes para o Programa de Apoio a Projectos para selecção do projecto curatorial e expositivo para a representação oficial portuguesa na 58.ª Exposição Internacional de Arte — Bienal de Veneza 2019 é de 199.400 euros, a repartir equitativamente por este ano e pelo próximo.
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O Secretário de Estado e o Ministro da Cultura daniel rocha

O projecto curatorial e expositivo que vai representar Portugal na Bienal de Arte de Veneza do próximo ano vai ter ao dispor 199.400 euros no âmbito do programa de apoio a projectos da Direcção-Geral das Artes (DGArtes), foi esta segunda-feira anunciado.

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De acordo com o aviso 10689-B/2018, publicado esta segunda-feira no 1.º suplemento da série II do Diário da República, o montante total disponibilizado pela DGArtes para o Programa de Apoio a Projectos para selecção do projecto curatorial e expositivo para a representação oficial portuguesa na 58.ª Exposição Internacional de Arte — Bienal de Veneza 2019, é de 199.400 euros, a repartir equitativamente (99.700 euros) por este ano e pelo próximo. A abertura do concurso publicado esta segunda-feira em DR tem data de sexta-feira.

Em 2016, numa entrevista ao PÚBLICO, o secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado, já anunciara que os representantes portugueses nas bienais de Veneza e de São Paulo passariam a ser escolhidos por concurso a partir de 2018. Na edição passada foi José Pedro Croft o artista que representou Portugal.

O concurso decorre nos termos do Regime de Atribuição de Apoios Financeiros do Estado às Artes Visuais e Performativas e do Regulamento dos Programas de Apoio às Artes e Regulamento de composição e funcionamento das Comissões de Apreciação (mais informações encontram-se disponíveis para consulta no Balcão Artes, em https://www.dgartes.gov.pt.).

A 58.ª Bienal de Veneza decorre de 11 de Maio a 24 de Novembro de 2019 e vai abordar os actuais "tempos interessantes", como disse, em meados de Julho, o curador Ralph Rugoff. O tema da bienal, segundo o curador, foi retirado da expressão May You Live in Interesting Times ("Que vivas tempos interessantes", em tradução livre), que remete para uma antiga maldição que desejava ao visado, tempos de incerteza, crise e turbulência, que, segundo o responsável, espelham a actualidade.

"Num momento em que a disseminação digital das notícias falsas e factos alternativos está a corroer o discurso político e a confiança de que depende, é importante fazer uma pausa para encontrar as nossas referências", disse Ralph Rugoff, que é responsável pela Hayward Gallery, em Londres.

A Bienal de Arte de Veneza 2019 "não terá um tema por si própria, mas irá destacar uma abordagem geral à criação artística e uma visão da arte como função social, abraçando tanto o prazer como o pensamento crítico", acrescentou.

"Artistas que pensem desta maneira vão oferecer alternativas ao significado dos chamados factos, sugerindo outras formas de comunicar e contextualizá-los", disse o curador.