Estado de alerta máximo mantém-se até à noite de segunda-feira

Nível vermelho mantém-se em 13 distritos. Este domingo, 2230 operacionais combatiam 89 incêndios — o de Monchique continua a ser o mais grave.

O incêndio de Monchique é um dos mais preocupantes nestes dias
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O incêndio de Monchique continua a ser o mais preocupante LUSA/FILIPE FARINHA

A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) anunciou este domingo que o estado de alerta especial devido ao calor e ao risco de incêndio manter-se-á no nível vermelho (perigo extremo) até às 23h59 de segunda-feira nos distritos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal e Viseu.

Os distritos de Aveiro, Braga, Porto, Viana do Castelo e Vila Real mantêm-se sob alerta laranja até à mesma hora.

O Governo já tinha decidido na terça-feira declarar situação de alerta para o período entre 2 de Agosto e 6 de Agosto, mecanismo que é agora mantido pela Protecção Civil. 

Estes alertas permitem que haja mais acções de monitorização, o pré-posicionamento de meios de combate e acções de patrulhamento armado, de reconhecimento e de vigilância nos locais mais susceptíveis a incêndios rurais, refere ANPC num comunicado enviado às redacções.

Neste domingo, entre as 00h e as 19h, 2230 operacionais estiveram a combater 89 incêndios rurais, apoiados por 556 veículos e 49 meios aéreos. O incêndio de Monchique, que lavra desde sexta-feira, continua a ser o principal motivo de preocupação para as autoridades, com 810 operacionais no terreno. No sábado, dia em que também se registaram temperaturas anormalmente elevadas, estiveram 3479 operacionais no terreno em combate a 110 incêndios rurais, com o apoio de 871 viaturas terrestres e 51 meios aéreos.

A Protecção Civil pede à população que se mantenha atenta, lembrando que a propagação de incêndios é mais veloz e violenta nestes cenários meteorológicos de calor extremo (como foi o caso de Estremoz, no sábado). “Por essa razão, apelamos aos cidadãos para se manterem permanentemente informados sobre o evoluir da situação nas zonas em que residem ou visitam, observarem os conselhos e as recomendações das autoridades em particular nas situações extremas de incêndios rurais, adequarem os comportamentos face ao risco de incêndio rural, cumprirem as medidas de autoprotecção e só procederem à evacuação do local onde se encontrem em condições de absoluta segurança”, conclui o comunicado.