Amazon retira roupa de bebé e outros produtos com referências nazis

Suásticas e outros símbolos são usados em vários produtos à venda no site da empresa.

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A Amazon admite que os produtos problemáticos ainda não foram todos removidos dos armazéns LUSA/FRIEDEMANN VOGEL

A Amazon está a aumentar os esforços para não ter produtos com referências nazis na sua plataforma, depois de renovada pressão por parte de várias organizações não-governamentais nos EUA.

Esta semana, a gigante online anunciou que vai começar a bloquear – permanentemente – todos os retalhistas que tentem vender aqueles produtos. Até ao mês passado, era possível encontrar jóias, colares e roupa de bebé com suásticas.

Apesar de a Amazon já proibir conteúdo que “promova ou glorifique ódio, violência, ou intolerância religiosa, racial ou sexual”, no começo de Julho um relatório do Centro de Acção sobre Raça e a Economia encontrou vários objectos a promover um pensamento racista e intolerante. Entre os artigos problemáticos estavam ainda livros do fundador do Partido Americano Nazi e t-shirts com a bandeira da Confederação (que representa os antigos Estados Confederados da América que lutaram, na guerra civil americana, por uma economia esclavagista).

Na altura, a Amazon foi acusada de “permitir a celebração de ideologias que promovem o ódio e a violência ao permitir a venda de símbolos de ódio no seu site, incluindo imagens contra negros, imagem fascistas e nazis, e imagens do movimento nacionalista moderno.”

Em resposta às críticas, a empresa reforça que “monitoriza e responde aos avisos de cliente e de terceiros sobre violações de produtos nas páginas” e que “toma medidas proactivas para garantir que os utilizadores e retalhistas na plataforma cumprem a lei.” A empresa diz que usa algoritmos específicos para impedir conteúdo proibido de circular na plataforma, cujo trabalho é complementado por uma equipa humana.

Em declarações ao New York Times, a Amazon diz que tinha começado a remover os produtos problemáticos a defender a ideologia nazi antes de receber as queixas de Julho, mas admite que ainda não conseguiu retirar todos os artigos dos seus armazéns.