Opinião

O futuro das empresas e o impacto nos Recursos Humanos

O desenvolvimento tecnológico é enorme e a forma como trabalhamos mudou drasticamente nos últimos dez anos. Mas neste processo de automação, é fundamental que as pessoas não sejam esquecidas.

De acordo com o World Economic Forum, no relatório Future of Jobs (2016), era antecipada uma timeline que indicava que no biénio 2018/20 o trabalho iria ser dominado por Advanced Robotics e transportes autónomos, Inteligência Artificial e Machine Learning e, por fim, por materiais avançados, biotecnologia e genomics. Em que ponto estamos já que iniciámos este biénio? A robótica avançada e os transportes autónomos estão à porta. As vantagens que lhes estão associadas são imensas, mas, e os desafios? Enormes. A inteligência artificial faz parte do nosso dia-a-dia e entrou na vida de todos – empresas e cidadãos – a uma velocidade incrível e sem aviso prévio. E agora?

Vivemos num mundo global e em constante evolução. O desenvolvimento tecnológico é enorme e a forma como trabalhamos mudou drasticamente ao longo dos últimos dez anos. Esta realidade, além de impactar as empresas, bem como a forma como estas concebem os seus produtos e soluções, tem também reflexos nos recursos humanos. Durante a Web Summit 2017, a Sophia The Robot e primeiro cidadão-robô em todo o mundo dedicou parte da sua talk a falar precisamente sobre este tema. Uma das tecnologias que será responsável pela redefinição das profissões e do papel dos Recursos Humanos é a Inteligência Artificial. Quais são os impactos no futuro das empresas?

O desafio que surge associado à Inteligência Artificial é compreender como é que os gestores – em especial de Recursos Humanos – podem encarar esta tecnologia como uma ferramenta útil na gestão da empresa e dos seus colaboradores. De que forma podem as novas tendências tecnológicas ajudar as empresas? Em primeiro lugar há que ter em conta que a IA não vive sozinha, e a informação que utiliza provém de outra tendência: o Big Data. Uma das potenciais utilizações do Big Data será a possibilidade de identificar, através de números e dados, não só os melhores talentos para as posições em aberto na empresa, mas também as áreas onde os colaboradores possam aportar mais valor para a empresa, aumentando assim também a sua produtividade. Outro aspeto a considerar é o facto de que a IA, assim como os robôs, irão contribuir para uma profunda remodelação na forma como se trabalha, incluindo o próprio espaço de trabalho.

Neste contexto será de mencionar que, no processo de automação, é fundamental que as pessoas não sejam esquecidas, sendo que a capacidade para as motivar e inspirar serão fundamentais para que o processo de mudança tenha sucesso. Mais ainda do que no passado, é requerido que o líder seja empático, tendo a capacidade de ouvir e ler o ambiente, e agir em conformidade com aquilo que a organização e os colaboradores necessitam. Deverá ainda ter a capacidade de comunicar, mitigando os receios dos colaboradores, ao conseguir-lhes mostrar quais os benefícios que advêm deste processo, e como é que cada um deles poderá contribuir para o sucesso da empresa, e para o seu próprio sucesso.