Ladrões roubam jóias reais da Suécia e fogem de barco

Dois homens entram numa catedral sueca e levam duas coroas reais do século XVII. São vistos a fugir num pequeno barco a motor no Lago Malar. Isto é o ponto de partida para o argumento de um filme? Não - aconteceu na terça-feira.

As duas coroas roubadas da Catedral de Strängnäs. Não é claro qual dos dois globos na imagem desapareceu
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As duas coroas roubadas da Catedral de Strängnäs. Não é claro qual dos dois globos na imagem desapareceu Cortesia: Polícia Sueca

A polícia sueca lançou uma verdadeira caça ao homem na sequência do roubo de jóias da coroa da Catedral de Strängnäs, perto de Estocolmo.

De acordo com testemunhas, dois homens fugiram da catedral na terça-feira. Terão levado duas coroas reais e um globo revestidos a ouro e pedras preciosas que pertenceram a um casal de monarcas que governaram no começo do século XVII – Carlos IX e a segunda mulher, Cristina.

Depois de deixarem a catedral, um edifício classificado do século XIII, entraram num barco e desapareceram a alta velocidade no Lago Malar, o terceiro maior do país. E, ao que tudo indica, nunca mais foram vistos.

A polícia está a investigar o caso, mas não tem ainda qualquer suspeito, segundo a televisão pública britânica, BBC. “Eles estão a ganhar um a zero por agora”, disse o porta-voz das autoridades à imprensa sueca, citado pela BBC. “É impossível dizer quanto valem. São inestimáveis e de interesse nacional”, acrescentou Thomas Agnevik.

Carlos IX, rei entre 1604 e 1611, ano em que morreu, foi sepultado com uma das coroas agora roubadas (mais tarde o corpo foi exumado e a jóia colocada em exposição na igreja onde está o túmulo). A outra era de Cristina – que foi regente até que o filho de ambos tivesse idade suficiente para subir ao trono e morreu 14 anos depois.

As jóias, decoradas com pedras preciosas e pérolas, estavam dentro de uma vitrina de vidro com alarmes, que os ladrões tiveram de partir.

“Isto [as jóias] faz parte do património cultural nacional – este é um roubo à sociedade sueca”, disse o decano da Catedral de Strängnäs, citado pelo jornal britânico Daily Mail.

A polícia está agora a analisar todas as pistas e testemunhos que recolheu, alguns deles contraditórios entre si. “Estamos à procura de um pequeno barco branco a motor, mas temos informações diferentes”, admitiu o porta-voz da polícia.

Embora as circunstâncias tenham sido bem distintas, o desaparecimento destes tesouros suecos não pode deixar de trazer à memória o roubo das jóias da coroa portuguesa de um museu holandês em 2002.