Ataque com bomba no sul das Filipinas mata 11 pessoas

O ataque foi conduzido por um grupo com ligações ao Daesh.

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Local do atentado que vitimou militares e civis EPA/RICHARD FALCATAN

Uma bomba explodiu nesta terça-feira no sul das Filipinas causando pelo menos 11 vítimas mortais. O ataque foi levado a cabo com recurso a uma carrinha com explosivos, foi atribuído ao grupo extremista Abu Sayyaf, ao serviço do Daesh, escreve a agência Reuters.

A explosão ocorreu num posto de controlo militar em Lamitan, capital de Basilan. A capital está sob controlo deste grupo extremista, responsável por raptos na zona e decapitações de reféns, mas os ataques bombistas com veículos são raros no país.

Entre os mortos estão quatro civis, incluindo uma mulher e filho, cinco militares e um soldado, informou o porta-voz do exército das Filipinas, o coronel Edgard Arevalo. O suspeito do ataque também morreu na explosão.

O atentado ocorreu momentos depois de os militares mandarem parar o veículo e falarem com o condutor, que estava sozinho no interior do veículo. Um dos soldados entrevistados por uma rádio local contou que o suspeito falou num dialecto desconhecido.

As autoridades estão ainda a investigar o sucedido, mas acreditam que possa estar incluído num plano de ataque às bases do Exército.

Este caso ocorre menos de uma semana depois de o Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, ter estado numa ilha vizinha a oferecer negociações de paz com o grupo extremista. Também nessa data, Duterte aprovou uma lei que concedeu mais autonomia para a minoria muçulmana no sul do país, numa tentativa de paz. 

O estabelecimento de um Estado Federal no país é considerado um ponto de partida para o cumprimento do acordo de paz assinado em 2014 com a Frente Moro de Libertação Islâmica.

Em reacção ao ataque, a senadora Risa Hontiveros afirmou que a explosão foi um "acto covarde", mas ressalva que tal não deve atrapalhar a autodeterminação dos muçulmanos da região.