Portugal sob alerta face a previsão de temperaturas que podem atingir "máximos históricos"

Temperaturas podem chegar aos 45 graus nos próximos dias. Quem vai viajar de carro deve evitar as horas de calor.

Com o aumento do risco de incêndio, a tolerância ao uso do fogo é "zero"
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Autoridades vão ter tolerância "zero" perante comportamentos passíveis de causar incêndios PAULO PIMENTA

A Protecção Civil reforçou as acções de monitorização da floresta, pré-posicionou bombeiros e envolveu os serviços municipais. Tudo para fazer face a eventuais incêndios. É a resposta à previsão de elevadas temperaturas que, nos próximos dias, podem atingir "máximos históricos".

Face às previsões de brusco aumento de temperatura para esta semana, que pode chegar aos 45 graus, responsáveis da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), Direcção-Geral da Saúde (DGS) e Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA) deram esta segunda-feira uma conferência de imprensa para alertar para a situação, mas também para tranquilizar os portugueses.

Em termos meteorológicos, o aumento da temperatura e o baixo índice de humidade que se registarão, pelo menos, até ao próximo sábado contribuem para o risco de incêndio mais elevado, explicou Nuno Moreira, do IPMA. E se os dias se adivinham quentes, as noites serão "tropicais" — na maioria dos casos os termómetros não devem baixar dos 20 graus.

Patrícia Gaspar, da Autoridade Nacional de Protecção Civil, garantiu, por seu lado, que o uso do fogo terá "tolerância zero". Por isso, fumar, fazer queimadas ou usar equipamentos que possam provocar algum tipo de ignição, está fora de questão. A responsável lembrou que a "maior parte das ocorrências tem intervenção humana".

Conselhos para quem vai viajar

São vários os perigos para saúde que o calor extremo pode representar, sobretudo para doentes crónicos, idosos e crianças, pelo que convém repetir alguns alertas. O INEM deixa, no seu site, alguns conselhos para os próximos dias. Beber água, proteger-se do calor e manter a casa fresca são alguns dos avisos. São de evitar as zonas de poluição elevada e actividades no exterior — que, não havendo alternativa, devem ser feitas com companhia, porque em situações de calor extremo podem verificar-se situações de confusão e perda de consciência.

A reacção ao calor variam de pessoa para pessoa e por isso é importante conhecer os "sintomas da desidratação, golpe de calor e outras complicações" — que podem ir do "ligeiro rubor" a "edema, síncope, cãibras e exaustão por calor", detalha o INEM. Em caso de emergência, deve ligar-se para o 112. 

Durante a conferência, Diogo Cruz, subdirector-geral da DGS, alertou ainda quem vai viajar no início da quinzena para a importância de conduzir nas horas de menor calor. E "nunca" deixar crianças, idosos, pessoas com mobilidade reduzida ou animais fechados dentro dos carros.